Primeira geração no ensino superior:
Intersecções nas trajetórias de mulheres pretas e pardas
DOI:
https://doi.org/10.15448/2179-8435.2026.1.49782Palavras-chave:
Classe social, Gênero, Raça, Estudantes de primeira geraçãoResumo
Mulheres pretas e pardas, historicamente associadas a profissões de menor prestígio social, como faxineiras e empregadas domésticas, ainda estão sub-representadas no ensino superior brasileiro em comparação às pessoas brancas. Na Psicologia, gênero, raça e classe social se sobrepõem na construção das subjetividades, demandando uma abordagem interseccional para analisar os mecanismos que sustentam desigualdades estruturais. Este estudo teve como objetivo analisar e discutir os atravessamentos de gênero, raça e classe social nas trajetórias acadêmicas e profissionais de mulheres pretas e pardas que compõem a primeira geração de suas famílias a concluir o ensino superior. Foram entrevistadas 24 mulheres de diferentes regiões do Brasil, e, seus relatos, organizados conforme a identidade racial, foram analisados no software MAXQDA. Os núcleos de sentido evidenciaram desafios em diferentes níveis, desde barreiras macroestruturais, como a discriminação racial e de gênero, até barreiras mais subjetivas, envolvendo a construção identitária. Os achados contribuem para a literatura sobre interseccionalidade e podem subsidiar políticas de assistência estudantil, ao revelar fatores que alteram as trajetórias dessas mulheres.
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