Entre a eficiência algorítmica e a formação crítica
inteligência artificial generativa na educação básica e os desafios da responsabilidade social
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.47881Palavras-chave:
Inteligência Artificial Generativa, Educação Básica, Responsabilidade Social, Tecnologia e Sociedade.Resumo
O artigo analisa o uso da inteligência artificial generativa (IAG), especialmente do ChatGPT, na educação básica brasileira, examinando a produção acadêmica para compreender seus efeitos pedagógicos, éticos e sociais. Objetiva-se investigar como as pesquisas recentes têm abordado essa tecnologia no ensino de diferentes áreas, especialmente da linguagem e da matemática, e em que medida contribuem para a construção de práticas pedagógicas críticas e inclusivas. A investigação foi realizada em três etapas: análise de dissertações e teses defendidas até 2023; mapeamento de dissertações de mestrado centradas no ChatGPT; identificação de artigos acadêmicos indexados. Os resultados indicam uma presença crescente da IAG nas práticas educativas, com ênfase na eficiência, automação e personalização, muitas vezes sem problematizações mais profundas. Por outro lado, emergem preocupações com a autoria, a formação crítica e o risco de reprodução de desigualdades sociais e educacionais. Conclui-se que o uso responsável da IAG na escola pública deve estar comprometido com a justiça social, a educação emancipadora e a mediação pedagógica crítica, reafirmando o papel social da educação na superação de desigualdades históricas.
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