Famílias uniparentais: a mãe solteira na literatura

Angela Marin, Cesar Augusto Piccinini

Resumo


A proporção de famílias uniparentais, em especial àquelas envolvendo mães solteiras, tem aumentado nas sociedades ocidentais, o que constitui um significativo reordenamento do sistema familiar. As famílias de mães solteiras têm sido indicadas como exigindo recursos adaptativos intensos devido a aspectos relacionados à ausência paterna apontados como importantes para o desenvolvimento infantil. Nesse sentido, o presente artigo visa apresentar as eventuais implicações de ser mãe solteira e como esta configuração familiar tem sido abordada pela literatura nacional e internacional. Estudos têm mostrado que a criança pode se desenvolver sem prejuízos em lares de mães solteiras, mas em oposição a estes, parte expressiva da literatura aponta para as implicações negativas destas configurações, especialmente em relação às suas características sociodemográficas, psicológicas e sociais. Apesar da inconsistência de achados, é possível pensar que a ausência do pai pode ser compensada pela dedicação das mães ou por outros fatores, como o apoio social recebido.

Palavras-chave


Família; mães solteiras; desenvolvimento infantil.

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e-ISSN: 1980-8623 | ISSN-L: 0103-5371


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