Consubstancialidades entre os núcleos de estudos afro-brasileiros e a Lei n. 10.639/2003
DOI:
https://doi.org/10.15448/2179-8435.2025.1.45382Palavras-chave:
NEABs, Produção de conhecimento, Quilombos intelectuais, Lei n. 10.639/2003Resumo
O presente artigo constitui parte de uma pesquisa já concluída que se debruçou no mapeamento dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (NEABs), presentes nas universidades federais. No que concerne à importância da existência dos NEABs, tecida pelos fios da resistência, enfrentamento e militância negra, é oportuno destacar os três pilares que compõem e legitimam estes espaços intelectuais – ensino, pesquisa e extensão –,em que também são abordadas discussões pontuais que perpassam a temática étnico-racial; problematizam e articulam as implementações de ações afirmativas em favor da reparação histórica para com o segmento populacional negro, um movimento contínuo que busca garantir equidade no acesso e na permanência do afro-brasileiro ao Ensino Superior, com vistas ao princípio da isonomia e à educação pela luta antirracista. Aliada ao surgimento dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (NEABs), a Lei n. 10.639/2003 potencializa a pertinência e a relevância de ambos. Os NEABs podem ser considerados quilombos intelectuais que assumiram potência epistêmica dentro das universidades públicas e participam ativamente nos movimentos de fomento em prol da expansão e da aplicabilidade da Lei n. 10.639/2003.
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