Limites éticos da pesquisa em contextos de privação de liberdade
DOI:
https://doi.org/10.15448/2179-8435.2025.1.45319Palavras-chave:
Educação, Cárcere, Pesquisa, UniversidadeResumo
Este artigo parte da questão levantada no título para refletir sobre as relações entre pesquisadores e interlocutores, a partir de relatos de experiências das autoras, pesquisadoras e integrantes do projeto Escrevivendo a Liberdade. O texto busca trazer olhares de outros pesquisadores como interlocutores nessa reflexão. Os trabalhos relatados aqui foram, e alguns ainda estão, sendo realizados na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Esse estudo se dá por meio da interlocução com autores que tratam da questão da privação da liberdade, escrita de si e da ética, como Conceição Evaristo, Antonio Candido, Michel Thiollent e David Tripp; com outros que pensam a educação e o cárcere de um lugar em que são bem-vindas as teses abolicionistas; e, ainda, com alguns pesquisadores do campo da Educação, em que se discute a escola e a universidade de um lugar progressista e inclusivo, com Paulo Freire e bell hooks. Trazem-se, para reflexão, autores da atualidade importantes na discussão do antirracismo e das questões do preconceito, que permeiam o tecido social. São pautas que contribuem com a causa do desencarceramento, na direção de uma proposta de pensar a prática docente e de pesquisa pela consolidação dos Direitos Humanos.
Downloads
Referências
ADICHIE. Chimamanda Ngozi. O perigo da história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
ANDRUETTO, Maria Teresa. A leitura, outra revolução. Rio de Janeiro: Edições SESC, 2017.
CANDIDO, Antonio. Direitos Humanos e literatura. In: FESTER, Antonio Carlos de Rezende (org.). Direitos humanos E… São Paulo: Brasiliense; CJP, 1989. p. 121-135.
CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2019.
CANDIDO, Antonio. O direito à leitura. In: CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. São Paulo: Duas Cidades, 2002. p. 169-191.
CASTRILLÓN, Silvia. O direito de ler e de escrever. São Paulo: Pulo do Gato, 2011.
DUARTE, Lima; NUNES, Isabella Rosado (org.) Escrevivência: a escrita de nós – Reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. Rio de Janeiro: Mina Comunicação e Arte. 2020
FIORENTINI, Dario; LORENZATO, Sergio. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2009.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 22. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2013.
LOURENÇO FILHO, Samuel. Gangrena: o sistema prisional em poesia. Rio de Janeiro: Birrumba, 2020.
MENDES JUNIOR, Luiz Alberto. Confissões de um homem Livre. São Paulo: Companhia das Letras, 2025.
MORAIS, Eneida. A descoberta da azeitona. In: SALES, Herberto (org.). Antologia de crônicas. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013. p. 22-53.
SANTANA, Tayrine; ZAPPAROLI, Alecsandra. Dez perguntas para Conceição Evaristo: a escrevivência serve também para as pessoas pensarem. Itaú Social, 9 nov. 2020. Disponível em: www.itausocial.org.br. Acesso em: 20 maio 2021.
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2011.
TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez. 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a09v31n3.pdf. Acesso em: 29 nov. 2025.
WITIUK, Ilda Lopes; FRANÇA, Beatriz; KRÜGER, Cauê; GUEBERT, Mirian Celia. Ética em pesquisa envolvendo seres humanos. Paraná: PUCPRESS, 2018.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Ana Clara Peixoto, Socorro Calháu

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

