Corpo, cultura e filosofia africana
um saber incontinenti
DOI:
https://doi.org/10.15448/2179-8435.2025.1.45204Palavras-chave:
Corpo, Cultura, Filosofia Africana, InterculturalidadeResumo
Ao contextualizar ambientes culturais singulares, o estudo analisa, a partir das práticas sociais nas manifestações corporais, elementos identitários de grupos sociais que expressam saberes tradicionais e populares e são perpassados por temas como ética, saúde, gênero, trabalho, consumo e pluralidade cultural. Elege as categorias cultura, corporeidade, corporalidade e filosofia africana para tratar do conhecimento das manifestações corporais e tem como objetivo central reconhecer saberes na diferença, como indicativos de conteúdos com sentido e significado nas culturas de diferentes povos. A pesquisa é de caráter bibliográfico, acompanhada pela abordagem teórico-qualitativa, sustentada pela produção acumulada sobre os temas corpo, cultura e filosofia africana. Como referenciais de base, partimos de conceitos como cultura, ontologia regional, saber local e corporeidade, eleitos em estudos autorais acumulados para compreensão da relação intrínseca entre corpo, cultura e filosofia africana dentro das manifestações corporais existentes. Conclui que, na observação de técnicas corporais que expressam valores, crenças e vida cotidiana, são percebidos elementos culturais identitários e educativos para a formação humana que implicam indicativos sociopedagógicos.
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