Walter Benjamin e a infância: apontamentos impressionistas sobre sua(s) narrativa(s) a partir de narrativas diversas

  • Rita de Cassia Marchi Universidade Regional de Blumenau
Palavras-chave: infância, filosofia, culturas infantis, Walter Benjamin

Resumo

Este artigo trata da infância como objeto de reflexão filosófica em Walter Benjamin (WB), sugerindo que tal autor é o precursor dos atuais estudos sociais sobre a infância que veem a criança como ator social e como produtora de cultura, por ser muito anterior a Philippe Ariès. A experiência da infância em WB surge através do trabalho da sua memória sobre emoções, brinquedos e livros infantis, além de suas reflexões sobre pedagogia. Nos textos de WB sobre infância, no início do século XX, vemos afirmada a atual visão da especificidade das culturas infantis, em que a criança não é o adulto em miniatura, e sim detentora de uma razão própria, ainda que irracional aos nossos olhos. Assim, em WB, como em Baudelaire, a criança é o indivíduo capaz de descobrir ou criar o ‘novo’ em oposição ao ‘sempre-igual’; o novo como a constante e fascinada (re)descoberta da própria vida; aquilo que, paradoxalmente, é também o ‘eterno e o imutável’. Este artigo é composto de reflexões feitas à luz de textos de WB, de leitores e exegetas de sua obra e de autores de outras áreas do conhecimento com os quais se estabelece diálogo a partir dos textos benjaminianos.

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Biografia do Autor

Rita de Cassia Marchi, Universidade Regional de Blumenau
Professora do Mestrado em Educação e do Departamento de Ciências Sociais e Filosofia daniversidade Regional de Blumenau (FURB)
Publicado
2011-05-09
Como Citar
Marchi, R. de C. (2011). Walter Benjamin e a infância: apontamentos impressionistas sobre sua(s) narrativa(s) a partir de narrativas diversas. Educação, 34(2). Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/7535