Bases teórico-metodológicas da prosopografia e da História Digital no estudo de mulheres intelectuais, editoras e professoras na História da Educação
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.46793Palavras-chave:
biografias coletivas, História das Editoras, mulheres na ediçãoResumo
À luz da prosopografia e da História Digital, o artigo discute bases teórico-metodológicas de uma investigação que considerou sete mulheres como intelectuais da Educação. Especificamente, busca apresentar o percurso, os procedimentos metodológicos e as fontes digitais, bem como as contribuições, advertências e sugestões em relação ao uso de software de análise de dados na produção de uma História da Educação. A prosopografia estuda biografias coletivas de indivíduos que compartilharam projetos, assim exigindo articulação de muitas fontes. A obtenção dessas fontes é desafiadora em estudos sobre mulheres intelectuais devido à escassez de acervos especializados sobre elas. No entanto, os recursos da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional Digital auxiliam no mapeamento de fontes via busca em impressos. Obtidas as fontes, softwares profissionais, produzidos para uso de pesquisadores, permitem arquivar, categorizar, analisar as fontes e criar metadados. Destacamos que as tecnologias digitais trazem desafios ao trabalho do historiador da educação, tanto técnicos quanto teóricos, além de exigir reflexão sobre seu impacto na historiografia, especialmente na visibilização das experiências de mulheres e outros sujeitos historicamente invisibilizados.
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