Impressões e sentimentos das gestantes sobre a ultra-sonografia e suas implicações para a relação materno-fetal no contexto de anormalidade fetal

Aline Grill Gomes, Cesar Augusto Piccinini

Resumo



O confronto entre o filho imaginário e o real assume uma dimensão muito maior, diante de um diagnóstico de anormalidade fetal e tende a repercutir intensamente no âmbito familiar. O presente estudo buscou investigar as impressões e os sentimentos das gestantes sobre a ultra-
sonografia e suas implicações para a relação materno-fetal no contexto de anormalidade fetal. Participaram do estudo três gestantes primigestas cujos bebês apresentavam diagnóstico de anormalidade fetal. Elas tinham entre 21 e 30 anos, e a idade gestacional era de 28 a 35 semanas. As participantes foram entrevistadas três meses depois da notícia do diagnóstico de anormalidade. Análise de conteúdo qualitativa das entrevistas revelou que a ultra-sonografia foi vista com ambivalência pelas gestantes que reconheceram tanto aspectos positivos como negativos do exame. Após o diagnóstico, as mães revelaram uma visão bastante positiva em relação aos bebês, além de uma intensificação do vínculo com ele, o que sugere a necessidade da mãe de assegurar amor e admiração mesmo diante da anormalidade do bebê.
Palavras-chave: relação mãe-feto; ultra-sonografia obstétrica; anormalidade fetal.

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e-ISSN: 1980-8623 | ISSN-L: 0103-5371


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