Mapeando la comunicación de la gobernanza del agua en Brasil
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-3729.2025.1.47166Palabras clave:
Comunicación pública, Derecho a la información, Gobernanza del agua.Resumen
La afirmación de la ciudadanía ecológica requiere incentivos para el compromiso de la sociedad en la formulación compartida de políticas de gobernanza del agua. En muchos países, como Brasil, estructuras específicas de gestión hídrica, como los comités de cuenca hidrográfica, se presentan como innovaciones democráticas al facilitar el diálogo entre perspectivas relevantes para el análisis de soluciones a problemas complejos y permitir una relación productiva entre los diversos sectores sociales. Sin embargo, estudios sugieren que la información proveniente de esos órganos gestores se ha mostrado insuficiente para el esclarecimiento de la sociedad. Nuestra investigación tuvo como objetivo mapear el cuadro de realizaciones de comunicación pública creadas y gestionadas por los comités de cuenca hidrográfica en operación en todas las unidades federativas brasileñas, con el fin de presentar una caracterización amplia y sistemática de sus estrategias, acciones y prácticas empleadas en la difusión de información y en la relación con los diferentes públicos. La metodología incluyó la aplicación de cuestionarios y entrevistas semiestructuradas con miembros de comités de todo el país. Los resultados sugieren la existencia de una significativa desigualdad de realizaciones entre las regiones brasileñas y oportunidades de mejora. La gobernanza hídrica requiere esfuerzos para que su comunicación se vuelva realmente pública, un aspecto que se aplica a Brasil y otros países con estructuras de gestión similares.
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