Reflexões sobre a evasão universitária e a permanência estudantil pela ótica da interseccionalidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/2179-8435.2026.1.49660

Palavras-chave:

Evasão universitária, Permanência estudantil, Interseccionalidade, Justiça social

Resumo

O presente artigo se propõe a apresentar e discutir os conceitos de evasão e permanência no Ensino Superior a partir de uma perspectiva ancorada na interseccionalidade e na justiça social e em diálogo com as políticas educacionais contemporâneas. Partiu-se do pressuposto de que a compreensão dos processos de evasão e permanência no Ensino Superior exige o afastamento de interpretações simplificadoras, meritocráticas e isoladas e a adoção de uma abordagem crítica, interseccional e comprometida com a defesa da educação como direito social e bem público. Trata-se de uma revisão qualitativa da literatura, partindo do pressuposto de que o enfrentamento da evasão não pode ser compreendido por meio de explicações lineares ou unidimensionais, exigindo a articulação dinâmica entre políticas públicas, práticas institucionais e o reconhecimento da heterogeneidade das trajetórias estudantis. A análise qualitativa dos dados procurou evidenciar que os processos de permanência e evasão emergem da interação entre múltiplas dimensões que se influenciam mutuamente no interior do sistema universitário. Ao reunir e sistematizar referenciais teóricos e produções recentes sobre o tema, buscou-se ampliar o debate acadêmico e político em torno das políticas de garantia da permanência no Ensino Superior público, gratuito e socialmente referenciado, defendendo a permanência como um direito cuja efetivação depende de abordagens integradas, contextualizadas e comprometidas com a superação das desigualdades estruturais.

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Biografia do Autor

Gustavo Veríssimo Ractz, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.

Possui graduação em Administração Empresarial pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC, 2016). É mestre em Administração (UDESC) e doutorando em Engenharia de Produção (UFSC). Tem interesse em ensino de Administração, Estatística para as Ciências Sociais, Gestão Universitária, avaliações em larga escala, Teoria da Resposta ao Item e Gestão Acadêmica.

Dalton Francisco de Andrade, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.

Possui graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade de São Paulo (1973), Mestrado em Estatística pela Universidade de São Paulo (1977) e PhD em Biostatistics pela University of North Carolina at Chapel Hill, USA (1984). Atualmente é professor titular da UFSC, com atuação no programa de pós-graduação do Departamento de Engenharia de Produção (PPGEP), Consultor do Inep/Mec e Pesquisador Associado do Caed/UFJF. Tem experiência na área de Probabilidade e Estatística, com ênfase em Análise de Dados, atuando principalmente nos seguintes temas: teoria da resposta ao item, avaliação educacional, modelos de variável latente, dados longitudinais e modelos hierárquicos/multiníveis lineares e não-lineares.

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Publicado

2026-09-24

Como Citar

Veríssimo Ractz, G., & de Andrade, D. F. (2026). Reflexões sobre a evasão universitária e a permanência estudantil pela ótica da interseccionalidade. Educação Por Escrito, 17(1), e49660. https://doi.org/10.15448/2179-8435.2026.1.49660