A imagem em movimento e os espaços da arte contemporânea: outras formulações do audiovisual

Palavras-chave: Cinema. Arte contemporânea. Espaço expositivo.

Resumo

O texto reflete sobre as passagens e contaminações históricas e contemporâneas entre arte e cinema ancorando principalmente nas dinâmicas do espaço, mostrando como se efetua uma vertente do audiovisual contemporâneo que se coloca na intercessão entre a tradicional sala escura de exibição, a caixa preta, e os espaços de exposição como museus e galerias, o cubo branco. Construímos um breve contexto histórico, para em seguida nos determos nas dinâmicas do espaço a partir da noção de heterotopia em Foucault para analisar algumas obras exibidas na 32ª Bienal de São Paulo (2016).

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Eduardo Antonio de Jesus, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Campus Pampulha, Belo Horizonte (MG)

Com Graduação (PUC Minas, 1991) e Mestrado (UFMG, 2001) em Comunicação e Doutorado em Artes (USP, 2008), Eduardo de Jesus é Professor Titular do Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, onde integra o Programa de Pós Graduação em Comunicação, sendo atualmente subcoordenador. Suas pesquisas estão focadas na relação entre as imagens em movimento e as espacialidades.

Referências

AMARAL, Aracy. Catálogo da exposição Expo-projeção 1973. Disponível em: http://www.expoprojecao.com.br/_pdf/expo_catalogo_73.pdf. Acesso em: 12 dez. 2017.

FOUCAULT, Michel. Outros Espaços (1967). In: FOUCAULT, Michel. Estética: literatura e pintura, música e cinema. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.

FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

MATOS, Diego. Vídeo nas aldeias. In: VOLZ, Jochen e REBOUÇ AS, Julia (org.). 32ª Bienal de São Paulo: Incerteza viva. Catálogo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 2016. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2017.137327

MOLINA, Camila; HIRSZMAN, Maria. Especial 32ª Bienal – Vivenciar o espaço. Jornal Estado de São Paulo, 6 de setembro de 2016. Disponível em: http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,especial-32-bienal-vivenciar-o-espaco,10000074268. Acesso em: 22 out. 2016. https://doi.org/10.1590/s0102-88392001000300004

MONTEIRO, Lúcia. Crítica passa 13 horas em instalação sobre o tempo e o cinema. Folha de São Paulo, 20 de setembro de 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/09/1922770-critica-passa-13-horas-em-instalacao-sobre-o-tempo-e-o-cinema-leia-relato.shtml. Acesso em: 22 out. 2016. https://doi.org/10.20509/tem-1980-542x2016v223908

OITICICA, Hélio. Aspiro ao Grande Labirinto. Rio de Janeiro: Rocco, 1973.

OITICICA, Hélio. In: AMARAL, Aracy. Catálogo da exposição Expo-projeção 1973. Disponível em: http://www.expoprojecao.com.br/_pdf/expo_catalogo_73.pdf. Acesso em: 12 dez. 2017.

PAÏNI, Dominique. Reflexões sobre o cinema exposto. In: MACIEL, Kátia (org.). Cinema sim: narrativas e reflexões. São Paulo: Itaú Cultural, 2008.

REBOUÇ AS, Julia. A relação entre cinema e artes visuais ou a retomada de um programa de liberdade. In: BRASIL, André; ROCHA, Marília (org.). Teia 2002-2012. Belo Horizonte: Teia, 2002.

VOLZ, Jochen. Jornadas espirais: incerteza viva. In: VOLZ, Jochen; REBOUÇ AS, Julia (org.). 32ª Bienal de São Paulo: Incerteza viva. Catálogo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 2016. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2017.137327

RAZUK, Alvaro. Arquitetura da 32ª Bienal dialoga com o parque do Ibirapuera. [Blog Internet]. Disponível em: http://bienal.org.br/post.php?i=2357. Acesso em: 12 fev. 2018.

Publicado
2019-12-27
Como Citar
de Jesus, E. A. (2019). A imagem em movimento e os espaços da arte contemporânea: outras formulações do audiovisual. Revista FAMECOS, 26(3), e31437. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2019.3.31437
Seção
Audiovisual