Dublar ou não dublar: a questão da obrigatoriedade de dublagem de filmes estrangeiros na televisão e no cinema brasileiros

  • Rafael de Luna Freire Universidade Federal Fluminense
Palavras-chave: Dublagem, Cinema, Televisão

Resumo

O artigo compara a consolidação da dublagem de filmes estrangeiros na televisão brasileira com a resistência ao seu estabelecimento compulsório no mercado de salas de cinema, analisando, no período entre os anos 1960 e 1980, os projetos de lei de obrigatoriedade de dublagem de filmes estrangeiros tanto na televisão quanto no cinema. Analisa-se o contexto da época, discutindo as diferentes posições dos agentes envolvidos e afetados nesse processo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rafael de Luna Freire, Universidade Federal Fluminense
Professor de História do Cinema Brasileiro no Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF.

Referências

ALMEIDA, José Augusto Lemos de (coord.). Nova legislação cinematográfica nacional. Rio de Janeiro: Forense, 1987.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Os cinemas estão acabando. Filme Cultura, Rio de Janeiro, n. 47, ago. 1986.

AUDRÁ JR., Mário. Cinematográfica Maristela: memórias de um produtor. São Paulo: Silver Hawk, 1997.

CATANI, Afrânio Mendes. A sombra da outra: a Cinematográfica Maristela e o cinema industrial paulista nos anos 50. São Paulo: Panorama, 2002.

FONSECA, José Alberto da. Drama com happy end. Revista de cinema, Belo Horizonte, n. 1, jan.-fev. 1961.

FREIRE, Rafael de Luna. “Versão brasileira” – contribuições para uma história da dublagem cinematográfica no Brasil nas décadas de 1930 e 1940. Ciberlegenda, v. 1, n. 24, 2011. Disponível em: http://www.uff.br/

ciberlegenda/ojs/index.php/revista/article/view/378. Acesso em: 5 jul. 2014.

GONÇALO JÚNIOR. País da TV: a história da televisão brasileira. São Paulo: Conrad, 2001.

JESUS, Maria Ângela de. Glauco Mirko Laurelli: um artesão do cinema. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2007.

MELLO, Alcino Teixeira de Melo. Legislação do cinema brasileiro. Rio de Janeiro: Embrafilme, 1978.

MELO, Luís Alberto Rocha. O som e seus limites: um breve panorama dos estúdios de som no Brasil. Filme Cultura, Rio de Janeiro, n. 58, jan.-mar. 2013.

______. Um bate papo entre Sylvio Renoldi e Rogério Sganzerla. Contracampo, n. 58. 2008. Disponível em: http://www.contracampo.com.br/58/art_renoldisganzerla.htm. Acesso em: 5 jul. 2014.

NÁJAR, Salvador. El doblaje de voz: Orígenes, personajes y empresas em México. México: edição do autor, 2007. Disponível em: http://www.salvadornajar.com/books/EL%20DOBLAJE%20DE%20VOZ.pdf. Acesso em: 15 jul 2014.

NETO, Trigueirinho. Dublagem de fitas estrangeiras. Primeira Convenção Nacional da Crítica Cinematográfica, São Paulo, 1960. Disponível em: http://alexviany.com.br. Acesso em: 20 jul 2014.

PEREIRA, Geraldo Santos. Plano geral do cinema brasileiro: História, cultura, economia e legislação. Rio de Janeiro: Borsoi, 1973.

SOUZA, José Inácio de Melo. Retrospectiva do cinema brasileiro – 1975. São Paulo: Kosmos, 1976.

Publicado
2015-02-04
Como Citar
Freire, R. de L. (2015). Dublar ou não dublar: a questão da obrigatoriedade de dublagem de filmes estrangeiros na televisão e no cinema brasileiros. Revista FAMECOS, 21(3), 1168-1191. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2014.3.18347
Seção
Cinema