A pedagogia do oprimido como referência para a EJA e para a educação popular

Palavras-chave: Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido, EJA, Educação Popular.

Resumo

O artigo tem por objetivo problematizar porque a Pedagogia do oprimido é uma referência permanente para a educação popular e para a educação de jovens e adultos. A atualidade da obra foi analisada a partir de três dimensões: o popular na educação, o pensar crítico e a revolução cultural. As análises evidenciam que, apesar da educação de jovens e adultos estar longe de cumprir com seu papel reparador no Brasil, o caráter dialógico e humanizador da pedagogia freireana continua presente nas práticas pedagógicas. A Pedagogia do oprimido pode ser uma referência tanto como uma orientação ético-política quanto uma matriz teórico-prática.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Danilo R. Streck, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), São Leopoldo, RS.

Doutor em Educação pela The State University of New Jersey, Rutgers, New Brunswick, NJ, Estados Unidos. Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

Carolina Schenatto da Rosa, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), São Leopoldo, RS.

Mestre em Educação pela Universidade La Salle, Canoas/RS, Brasil. Doutoranda em Educação pela Unisinos, São Leopoldo, RS.

Referências

APPLE, Michael. Educando à direita: mercados, padrões, Deus e desigualdade. São Paulo: Cortez/Instituto Paulo Freire, 2003.

APPLE, Michael. Para além da lógica do mercado: compreendendo e opondo-se ao neoliberalismo. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2005.

APPLE, Michael. Produzindo diferença: neoliberalismo, neoconservadorismo e a política de reforma educacional. Revista Linhas Críticas, n. 21, v. 46, p. 606-644.

Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oaid=193543849005. Acesso em: 29 mar. 2019.

CALVINO, Ítalo. Por que ler os clássicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

CLADE. Consulta Ampliando Voces: La educación de personas jóvenes y adultas desde la mirada de sus sujetos. Oficina Campaña Latinoamericana por el Derecho e la Educación: São Paulo: 2017.

Disponível em: https://pt.scribd.com/document/356101490/Consulta-AMPLIANDO-VOCESLa-Educacion-de-Personas-Jovenes-y-Adultas-desde-lamirada-de-sus-sujetos. Acesso em: 29 mar. 2019.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2017.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um reencontro com Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2018.

GADOTTI, Moacir. Paulo Freire e a Educação Popular. Proposta: Revista trimestral de Debate da FASE, n.113, p. 21- 27, jul./set., 2007.

INEP. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Mapa do Analfabetismo no Brasil. Brasília: Ministério da Educação, s/a.

IPEM. Instituto Paulo Montenegro: ação social do IBOPE. Indicador de Analfabetismo Funcional: INAF Brasil 2018 – resultados preliminares. INAF Brasil, 2018. Disponível em:https://drive.google.com/file/d/1ez6jrlrRRUm9JJ3MkwxEUffltjCTEI6/view. Acesso em: 29 mar. 2019.

MOTA NETO, João. C. Por uma Pedagogia Decolonial na América Latina: Reflexões em torno do pensamento de Paulo Freire e Orlando Fals Borda. Curitiba: CRV, 2016.

ROSA, Carolina Schenatto da. Toda a idade é certa se a educação é ao longo da vida: horizontes de(s)coloniais para política de educação de jovens e adultos na América Latina. 2017. 139f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade La Salle, Canoas, 2017.

STRECK, Danilo R. Uma pedagogia em movimento: os movimentos sociais na obra de Paulo Freire. In: MAFRA, Jason et al. Globalização, Educação e Movimentos Sociais: 40 anos da Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Editora do Instituto Paulo Freire-Esfera, 2009. p. 63-72.

Publicado
2019-12-31
Como Citar
Streck, D. R., & da Rosa, C. S. (2019). A pedagogia do oprimido como referência para a EJA e para a educação popular. Educação, 42(3), 408-416. https://doi.org/10.15448/1981-2582.2019.3.33767
Seção
Dossiê - ALFAEEJA