Gesto, rosto e morte na Joana D’Arc de Dreyer

Palavras-chave: Carl Dreyer, O Martírio de Joana D’Arc, Rosto

Resumo

Este trabalho faz uma análise do filme O martírio de Joana D’Arc, de Carl Dreyer, a partir de 3 vértices que compõem uma axiologia do cinema silencioso. Em primeiro lugar, o gesto, que disputa com a imagem o privilégio de fundar a expressão silenciosa. Em segundo lugar, o rosto, atuando ora como “buraco negro” deleuziano, e ora como código semiológico através de uma sintagmática demonstrada nos procedimentos fílmicos. Por fim, somos levados a uma análise da morte no filme como aporia derridiana. O corolário teórico que norteia esta abordagem são as ideias de Antonin Artaud para o cinema.

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Biografia do Autor

Ciro Inácio Marcondes, Universidade Católica de Brasília (UCB), Taguatinga, DF, Brasil

Doutor em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), em Brasília, DF, Brasil; mestre em Literatura pela mesma instituição. Professor do curso de Comunicação e do Mestrado Profissional Inovação em Comunicação e Economia Criativa da Universidade Católica de Brasília (UCB), em Brasília, DF, Brasil.

Rafael Castanheira, Universidade Católica de Brasília (UCB), Taguatinga, DF, Brasil.

Doutor em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), em Brasília, DF, Brasil; mestre em Artes e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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Publicado
2022-02-04
Como Citar
Marcondes, C. I., & Castanheira, R. (2022). Gesto, rosto e morte na Joana D’Arc de Dreyer. Revista FAMECOS, 29(1), e40575. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2022.1.40575