O fundamento filosófico, os princípios jurídicos e a plataforma política da ideia kantiana de cosmopolitismo

Um panorama dos textos básicos desde uma perspectiva contemporânea

  • Antônio Carlos da Rocha Costa Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil. Trabalho parcialmente financiado pela CAPES. http://orcid.org/0000-0001-7954-8420
Palavras-chave: Cosmopolitismo kantiano, Estado mundial, Filosofia política de Kant

Resumo

Este artigo visa apresentar, em uma perspectiva contemporânea, um panorama dos textos que contêm as bases da ideia de cosmopolitismo elaborada por Kant. O fundamento filosófico se encontra no texto “Ideia de uma História Universal do Ponto de Vista Cosmopolita”. O texto “Doutrina do Direito” contém os princípios jurídicos da ideia de cosmopolitismo. O texto “À Paz Perpétua” contém a proposta de uma plataforma política mínima a ser adotada pelo movimento cosmopolita implicado pela proposta de Kant: tal plataforma é um conjunto mínimo de objetivos, expressos na forma de regras práticas de caráter
jurídico e diplomático cosmopolita, que precisam ser alcançados para que um Estado Mundial Republicano possa ser viabilizado. A razão para Kant ter, ao final, reduzido essa proposição de Estado Mundial Republicano a uma Federação de Estados Republicanos é salientada. Ao final, o artigo tenta avaliar, sumariamente, a viabilidade política que a ideia kantiana de cosmopolitismo tem nos dias de hoje.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Antônio Carlos da Rocha Costa, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil. Trabalho parcialmente financiado pela CAPES.

Doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, RS, Brasil; doutorando do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, RS, Brasil; professor adjunto (aposentado) do Centro de Ciências Computacionais da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), em Rio Grande, RS, Brasil.

Referências

Fernandéz, Marta. 2014. “O Cosmopolitismo Kantiano: Universalizando o Iluminismo”. Contexto Internacional 36, n. 2 (julho/dezembro): 417-456.

Hegel, Georg W. F. 2008. Filosofia da História. Brasília: Editora da UnB.

Kant, Immanuel. 2008. A Metafísica dos Costumes. São Paulo: Edipro.

___. 2011. Ideia de uma História Universal de um Ponto de Vista Cosmopolita. São Paulo: Martins Fontes.

___. 2012. Crítica da Faculdade do Juízo. Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Kant, Immanuel. 2020. À Paz Perpétua. Petrópolis: Vozes.

Keohane, Robert. 1964. After Hegemony: Cooperation and Discord in the World Political Economy. Princeton: Princeton University Press.

Lorde, Audre. 2019. “The Master’s Tools Will Never Dismantle the Master’s House”. In Sister Outsider, organizado por Lorde, A., texto n. 10. New York: Penguin Random House.

Montesquieu. 2000. O Espírito das Leis. São Paulo: Martins Fontes.

Morgenthau, Hans. 1948. Politics Among Nations – The Struggle for Power and Peace. New York: Alfred A. Knopf.

Palmer, Richard. 1969. Hermeneutics. Evanston: Northwestern University Press.

Wendt, Alexander. 2003. Social Theory of International Politics. Cambridge: Cambridge University Press.

Wight, Martin. 1992. International Theory – Three Traditions. New York: Holmes & Meier.

Publicado
2021-08-06
Como Citar
Costa, A. C. da R. (2021). O fundamento filosófico, os princípios jurídicos e a plataforma política da ideia kantiana de cosmopolitismo: Um panorama dos textos básicos desde uma perspectiva contemporânea. Conversas & Controvérsias, 8(1), e40088. https://doi.org/10.15448/2178-5694.2021.1.40088
Seção
Dossiê - Filosofia Política e Relações Internacionais