Trazer para a frente a Revolução de Abril de 1974:

Crónicas autobiográficas meio século depois

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.48417

Palavras-chave:

Revolução dos Cravos, memória autobiográfica, pós-memóra, Memória coletiva, Crônica

Resumo

Este artigo examina um corpus de crónicas jornalísticas autobiográficas, escritas por autores nascidos após 1970 e publicadas na imprensa periódica em 2024, o ano do cinquentenário da Revolução de Abril, com o objetivo de analisar a memória atual da Revolução Portuguesa. As crónicas, pela sua brevidade e caráter interpretativo, destacam o cotidiano enquanto negociam a tensão entre a memória individual e coletiva daquele momento histórico. A maioria dos autores se posiciona como herdeira da Revolução, mobilizando quadros de memória autobiográfica e coletiva para interpretar as crises contemporâneas. Esse legado foi moldado pelas políticas de memória das décadas subsequentes que procuraram fixar o consenso pactuado de uma democracia liberal e apagar a energia tensa do período revolucionário. Poucas crónicas examinam o impacto e a eficácia da transmissão da memória, processo que pode ser mais bem compreendido à luz do conceito de pós-memória.

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Biografia do Autor

Carina Infante do Carmo, Universidade do Algarve, FCHS e Centro de Estudos Comparatistas, FLUL, Portugal.

Professora Associada da Universidade do Algarve e doutora em Literatura e Cultura Portuguesas. É pesquisadora do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa. Seus interesses de pesquisa abrangem autores portugueses modernos e contemporâneos, o movimento neorrealista e a escrita autobiográfica, com foco nas colunas de opinião.

Rita Baleiro, University of the Algarve, ESGHT, CiTUR, and CETAPS, Portugal.

Professora coordenadora na Universidade do Algarve e doutora em Estudos Literários pela Universidade Nova de Lisboa. É pesquisadora no Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo, bem como no Centro de Estudos de Tradução Inglesa e Estudos Anglo-Portugueses. Seus interesses de pesquisa incluem literatura e estudos de turismo, além da escrita acadêmica.

Sofia Andrade, Universidade de Génova, Génova, Itália.

Docente na Universidade de Gênova. É doutoranda no Programa de Estudos Literários e seus interesses de pesquisa incluem o romance familiar na literatura portuguesa contemporânea e colunas de opinião literária na imprensa periódica.

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Publicado

2026-08-28

Como Citar

Infante do Carmo, C., Baleiro, R., & Andrade, S. (2026). Trazer para a frente a Revolução de Abril de 1974:: Crónicas autobiográficas meio século depois. Estudos Ibero-Americanos, 52(1), e48417. https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.48417