Participação, Experiência e Política
Noções que Atravessam a Infância
DOI:
https://doi.org/10.15448/1981-2582.2026.1.49277Palavras-chave:
Infância, Participação, Experiência, PolíticaResumo
Participação, experiência e política são conceitos que assumem, no campo dos estudos da infância, outra perspectiva quando as crianças são consideradas como informantes da sua geração. Nosso objetivo é analisar e problematizar esses conceitos a partir de espaços configurados como institucionais e não institucionais. Na primeira parte do texto, apresentamos e justificamos as escolhas metodológicas para análise da pesquisa realizada em uma escola de educação infantil carioca e das histórias cotidianas. Na sequência, tratamos dos conjuntos participação-experiência e participação-política, buscando compreendê-los a partir de cenas ocorridas na escola de educação infantil e histórias divulgadas pela mídia. Concluímos que esse encaminhamento permite a ampliação do debate a respeito da tríade conceitual a partir das formas como as crianças se posicionam e são posicionadas nas esferas socioculturais.
Downloads
Referências
Agamben, G. (2017). [Sem Título]. In M. C. Fenati (Org.), Infância (pp. 14–15). Chá da Feira. https://chaodafeira.com/wp-content/uploads/2017/11/Gratuita3-PDFSite.pdf
Arendt, H. (2016). Entre o passado e o futuro. Perspectiva.
Arenhart, D. (2016). Culturas infantis e desigualdades sociais. Vozes.
Bae, B. (2015). O direito das crianças a participar – desafios nas interações do quotidiano. Da investigação às práticas, 6(1), p. 7–30. https://doi.org/10.25757/invep.v6i1.107
Bakhtin, M. (2015). Estética da criação verbal. Martins Fontes.
Barbosa, M. C. S. (2000). Por amor & por força: rotinas na Educação Infantil. [Tese de Doutorado]. Universidade Estadual de Campinas. https://hdl.handle.net/20.500.12733/1589757
Caputo, S. G. (2020). Fotografia e outros desafios digitais nas pesquisas com crianças. Interfaces Científicas –Educação, 8(3), 83–98. https://doi.org/10.17564/2316-3828.2020v8n3p83-98
Caputo, S. G., & Sant’Anna, C. (2020). “Sou ekedi Lara de Oxóssi. Meu nome sou eu e Oxóssi. Não coloca meu nome sozinho não”: Notas sobre fotografia e ética nas pesquisas com crianças. REMEA – Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, 37(2), 307–326. https://doi.org/10.14295/remea.v0i0.11381
Castro, L. R. de. (2010). Falatório participação e democracia na escola. Contra-Capa.
Castro, L. R. de (2023). Descolonização e direitos da criança: uma introdução. O Social em Questão, 56, 25-38.
Comité de los Derechos del Niño. (2009). Observación general nº 12 (2009): el derecho del niño a ser escuchado. Naciones Unidas. https://digitallibrary.un.org/record/671444?ln=es&v=pdf
Cussiánovich, A., & Márquez, A. M. (2002). Hacia una participación protagónica de los niños, niñas y adolescentes. Save the Children. https://www.sename.cl/wsename/otros/Haciaunaparticipacion protagonica-savethechildren.pdf
Endlisch, A. R. da F. G. (2023). Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) no município do Rio de Janeiro – uma investigação de seus espaços-ambientes externos. [Tese de Doutorado]. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=13844356
Freire, P. (1983). Criando métodos de pesquisa alternativa: aprendendo a fazê-la melhor através da ação. In: C. R. Brandão (Org.), Pesquisa participante (pp.34–41). Editora Brasiliense.
Freitas, F. A. de, & Gouvea, M. C. S. de. (2023). Ação política e intencionalidade formativa na participação das crianças no Movimento Sem Terra. Desidades, 37(11), 194–210. https://doi.org/10.54948/desidades.v1i37.62038
Giddens, A. (2005). Mundo em descontrole. Record. Gil, M. de O. G., & Vasconcellos, V. M. R. de. (2018). Bebês nas creches e nos espaços urbanos cariocas. Educação, 41(2), 241–249. https://doi.org/10.15448/1981-2582.2018.2.30824
Guedes, A. O., & Ribeiro, T. (Orgs.). (2019). Pesquisa, alteridade e experiência: metodologias minúsculas. Ayv.
Jornal Hoje. (2013, 20 de setembro). Menino é flagrado descendo viaduto de velocípede no RJ [Vídeo]. Globoplay. https://globoplay.globo.com/v/2837398/
Liebel, M. (2019). Infancias dignas, o como descolonizarse. Infejant. https://enclavedeevaluacion.com/pronatsesp/wp-content/uploads/2020/11/Infancias-Dignas-Manfred-Liebel.pdf
Lund, K., Charef, M., Kusturica, E., Veneruso, S., Woo, J., Lee, S., Scott, J., & Scott, R. (Diretores). (2005). Crianças Invisíveis [Filme]. MK Film Productions; Rai Cinema.
Maia, P. (2012, 30 de abril). Criança de 2 anos foge de bicicleta para visitar avó. Pedal. https://www.pedal.com.br/menino-de-2-anos-foge-de-bicicleta-paravisitar-avo_texto5833.html
Mello, K. (2013, 20 de setembro). Menino que andou de velocípede em via do Rio tem 8 anos e achou ‘legal’. G1. https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/09/menino-que-andou-de-velocipede-em-do-rio-tem-8-anos-e-achou-legal.html
Menezes, A. C. C. de. (2023). Crianças e infâncias em ação no Espaço de Desenvolvimento Infantil no Município do Rio de Janeiro. [Dissertação de Mestrado]. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. https://sucupiralegado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=14097338
Molinari, L., & Corsaro, W. A. (1994). Dall’asilo nido alla scuola dell’infanzia: la genesi e l’evoluzione della cultura dei bambini . Bambini, 5, 38–45.
Ochoa, M. P., Ibarra, P. C., & Del Solar, A. V. (2014). Los niños como agentes políticos: tácticas cotidianas de resistencia en niñas chilenas de estrato socioeconómico medio. Sociedade e Cultura, 17(2), 291–300. https://doi.org/10.5216/sec.v17i2.29135
Projeto de Lei nº 2712/2023. (2023). Cria o Programa Tendas Violetas para acolhimento das vítimas de violência sexual em eventos artísticos e culturais realizados em espaços públicos no Município do Rio de Janeiro. Câmara Municipal do Rio de Janeiro. https://aplicnt.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro.nsf/ab87ae0e15e7dddd0325863200569395/
Qvortrup, J. (2010a). A infância enquanto categoria estrutural. Educação e Pesquisa, 36(200), 631–643. https://doi.org/10.1590/S1517-97022010000200014
Qvortrup, J. (2010b). Infância e política. Cadernos de Pesquisa, 40(141), 777–792. https://doi.org/10.1590/S0100-15742010000300006
Redondo, P., Santos, P. C., & Passos, J. C. dos. (2019). “Eu tive que ficar sem falar para começar a falar com as infâncias populares a partir da minha própria experiência como educadora e como pesquisadora”: um olhar sobre as infâncias latino-americanas. Zeroa-Seis, 21(40), 439–452. https://doi.org/10.5007/1980-4512.2019v21n40p439
Rio de Janeiro. (2010). Espaço de Desenvolvimento Infantil – EDI – Modelo Conceitual e Estrutura. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. http://www0.rio.rj.gov.br/sme/downloads/coordenadoriaEducacao/2viaEDI.pdf
Rosemberg, F. (1976). Educação para quem? Ciência e Cultura, 28(12), 1466–1471.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ana Carolina Campos de Menezes, Flávia Maria de Menezes, Lisandra Ogg Gomes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.




