Consciência em Construção

Autoconhecimento e Autocrítica em Ateliês Imaginativos na Pós-Graduação em Educação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1981-2582.2026.1.48597

Palavras-chave:

Formação de Pesquisadores, Pensamento complexo, Equidade de Gênero, Imaginação, Pesquisadores em Educação

Resumo

A formação de pesquisadores na pós-graduação requer o desenvolvimento de um pensamento crítico que progrida para a autocrítica e o autoconhecimento, elementos cruciais para o pensamento complexo. Contudo, nem sempre se explora conscientemente como as influências pessoais e as lacunas na representatividade teórica presentes no imaginário do pesquisador iniciante moldam a construção do conhecimento científico. Este artigo narra e analisa uma vivência ocorrida na disciplina “Ateliês Imaginativos e Complexidade”, oferecida em um Programa de Pós-Graduação em Educação nos anos de 2023 e 2024. Esta narrativa constitui um recorte de uma pesquisa de pós-doutorado mais ampla, desenvolvida pela primeira autora e supervisionada pela segunda, fundamentada na concepção de método do pensamento complexo. O objetivo foi investigar como uma estratégia pedagógica imaginativa pode fomentar a tomada de consciência de mestrandos e doutorandos acerca das figuras (vivas ou falecidas) e das ideias que habitam seu imaginário e influenciam suas pesquisas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa (Rey, 2002). Inspiramo-nos no método construtivo-interpretativo de Rey e Martínez (2017) para o tratamento das informações e a análise de quatorze trabalhos realizados pelos estudantes. Constatamos uma notável predominância masculina no imaginário dos pós-graduandos, tanto como inspiração geral na área de pesquisa quanto como referencial teórico de base, em contraste com a sub-representação feminina. Além disso, foram observadas a presença recorrente de figuras maternas (mães e avós) e a predominância de autores brasileiros como inspiração para as/os estudantes. A atividade revelou-se um instrumento potente para gerar autorreflexão sobre as bases que informam a construção do conhecimento das pesquisadoras e dos pesquisadores, apontando para a necessidade de maior equidade de gênero na academia, para a discussão do currículo na pós-graduação e para a relevância das experiências de vida na construção da trajetória intelectual do pesquisador.

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Biografia do Autor

Flávia Diniz Roldão, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil; Unibrasil Centro Universitário, Curitiba, PR, Brasil

Professora do UNIBRASIL. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação Teoria e Prática de Ensino (PPGETPEN) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Mestrado em Psicologia, doutorado em Educação e pós-doutorado em andamento pela mesma universidade.

Araci Asinelli-Luz, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil.

Licenciada em História Natural pela Universidade Católica do Paraná, mestrado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Professora aposentada sênior voluntária junto ao Programa de Pós Graduação em Educação (PPGE) e Programa de Pós-Graduação em Educação Teoria e Prática de Ensino (PPGETPEN), Setor de Educação da UFPR.

 

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Publicado

2026-10-21

Como Citar

Diniz Roldão, F., & Asinelli-Luz, A. (2026). Consciência em Construção: Autoconhecimento e Autocrítica em Ateliês Imaginativos na Pós-Graduação em Educação. Educação, 48(2), e48597. https://doi.org/10.15448/1981-2582.2026.1.48597

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