Desnaturalização da norma hegemônica de família na Educação Infantil
entre memórias e documentos (1976-2018)
DOI:
https://doi.org/10.15448/1981-2582.2025.1.46837Palavras-chave:
educação infantil, famílias, documentos curriculares, memóriasResumo
O presente artigo traz dados de uma investigação de mestrado que teve como objetivo analisar o lugar das famílias nas Orientações Educacionais da Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, no período de 1976 a 2018. Para a organização e a análise dos documentos eleitos recorreu-se à técnica da análise de conteúdo e a uma perspectiva interpretativa, a partir de memórias pessoais de infância que foram transformadas em objeto de análise histórico-social, procurando enfatizar o quadro político da memória. A tônica da análise apresentada no artigo recai sobre a problematização das relações com as famílias, que é a própria noção de família(s). Durante o processo de análise dos documentos foi possível perceber que, ao longo do tempo, a noção de família(s), construída e naturalizada com status de família “normal”, avança de uma perspectiva homogeneizadora e comparativa para uma plural e inclusiva, que recusa referências e hierarquias etnocêntricas.
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