A ênfase do capital humano nas políticas educacionais inclusivas para o sujeito com altas habilidades ou superdotação
DOI:
https://doi.org/10.15448/1981-2582.2025.1.46003Palavras-chave:
Políticas educacionais, Capital humano, Altas habilidades ou superdotaçãoResumo
As políticas educacionais inclusivas emergem especialmente na década de 1990, em virtude da ascensão neoliberal, de modo que essa racionalidade política passa a governar os corpos através de estratégias biopolíticas. O presente estudo tem como escopo problematizar como as políticas educacionais têm orientado o atendimento à pessoa com altas habilidades ou superdotação no Brasil. Trata-se de um estudo que segue uma abordagem epistemológica pós-crítica, de cunho qualitativo e documental. As discussões realizadas ao longo do estudo amparam-se nos estudos Foucaultianos em Educação, pinçando a biopolítica como conceito ferramenta para a análise. O corpus documental selecionado para a pesquisa evidencia estratégias biopolíticas de investimento sobre os corpos superdotados, e entre as práticas de fomento que aparecem com maior ênfase para o capital humano desses sujeitos, estão: a) aceleração e enriquecimento; e b) atendimento educacional especializado. Com base nas análises empreendidas foi possível aferir que as políticas educacionais que versam sobre altas habilidades ou superdotação buscam potencializar habilidades vinculadas às inteligências cognitivas, isso porque a governamentalidade neoliberal busca, por meio desses sujeitos, a criação de produtos e a resolução de problemas de ordem econômica, ao tempo que o sujeito superdotado contribui para a manutenção e o funcionamento das engrenagens das esferas econômica e geopolítica.
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