Cidades e infâncias: a criança vai ao museu

Gerda Margit Schütz Foerste, Sônia Maria de Oliveira Ferreira, Dulcemar da Penha Pereira Uliana

Resumo


O artigo discute a mediação de espaços expositivos na formação da criança na cidade. Problematiza a estrutura desses espaços com orientação voltada ao público adulto. Fundamenta-se no conceito vigotskiano de mediação semiótica e estabelece diálogo com autores como Agamben, Canevacci, Santos, entre outros, para dimensionar as infâncias nas territorialidades da cidade. Duas pesquisas referenciam o presente artigo e foram desenvolvidas em colaboração. A questão que o orienta é assim definida: como museus acolhem crianças e que sentidos elas lhes conferem quando os visitam? Nos dois casos analisados, as crianças foram conduzidas em grupos para visitas guiadas a espaços expositivos na cidade de Vitória. As visitas foram planejadas com as crianças e registradas em fotografias e vídeos, que foram posteriormente analisados. Os resultados permitem perceber que os espaços visitados não aguardavam crianças. Por outro lado, as crianças atribuem sentidos novos aos espaços expositivos, redimensionando-os a partir de seus interesses.


Palavras-chave


Museus. Infância. Mediações.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1981-2582.2018.2.30545




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