Fotografia epidemiológica da doença de Alzheimer no Brasil
uma análise das tendências temporais e espaciais de 2018 a 2023
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-6108.2025.1.47595Palavras-chave:
Doença de Alzheimer, epidemiologia, saúde da população, saúde pública.Resumo
Objetivo: A Doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa com maior prevalência em idosos. No Brasil, o envelhecimento populacional tem aumentado sua incidência, exigindo uma abordagem multidisciplinar. Este estudo visa analisar o perfil epidemiológico da DA e a evolução das internações hospitalares entre 2018 e 2023. Métodos: Estudo ecológico de séries temporais utilizando dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A análise incluiu variáveis como faixa etária, sexo, etnia e regiões, utilizando os softwares BioEstat 5.0 e R 4.4.2. A significância estatística foi determinada por p<0,05, e os dados foram acessados publicamente, dispensando aprovação ética. Resultados: Foram registradas 9.391 internações por DA, com maior prevalência no sexo feminino (65,95%) e em idosos de 80 anos ou mais (59,90%). A taxa de mortalidade foi de 23,82, com maior incidência de óbitos também entre idosos. A região Sudeste concentrou a maior parte das internações (48,57%) e óbitos (58,95%). O aumento da prevalência da DA reflete tendências globais, com maior impacto em mulheres e idosos. Disparidades étnicas e regionais foram observadas, com maior prevalência entre brancos e concentrações significativas de internações no Sudeste, sugerindo desigualdade no acesso a cuidados. O aumento de internações entre 2022 e 2023 pode estar relacionado à Pandemia de Covid-19. Conclusão: O estudo evidenciou disparidades regionais e étnicas significativas no Brasil, com maior carga no Sudeste e no Sul. A pandemia e o envelhecimento populacional influenciaram os dados mais recentes. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas inclusivas para enfrentar os desafios da DA.
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