Plataformización y violencia de género

el ecosistema de circulación de imágenes íntimas de mujeres en Brasil

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-3729.2026.1.48842

Palabras clave:

Plataformización, Mujeres, Difusión de contenido sin consentimiento, Violencia de género;, Consumo

Resumen

Este artículo analiza, a partir de un enfoque etnográfico para internet, la constitución de un ecosistema de circulación de imágenes íntimas de mujeres sin consentimiento. Mediado por redes ampliamente utilizadas, como Facebook, Instagram, Telegram, Discord y YouTube, este ecosistema opera mediante la articulación entre usuarios y plataformas que organizan prácticas de compartición, consumo y acumulación de datos. Se argumenta que tales dinámicas se estructuran en casas de hombres digitales, en las cuales contenidos íntimos son expropiados y convertidos en activos informacionales, generando formas de rentabilidad simbólica y material. Al evidenciar la complicidad estructural entre usuarios y plataformas, el artículo señala cómo estas prácticas reactivan y amplifican violencias históricas, al mismo tiempo que refuerza la urgencia de políticas públicas y de modelos regulatorios capaces de enfrentar la dimensión pública y global de la violencia de género contra niñas y mujeres en internet.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Aline Amaral Paz, Universidad Federal de Pampa, São Borja, RS, Brasil.

Doctora y Máster en Comunicación (UFSM), licenciada en Publicidad y Relaciones Públicas (UNIPAMPA) y Profesora Adjunta de Estudios de Pregrado en Publicidad y Relaciones Públicas y de Estudios de Posgrado en Comunicación e Industria Creativa (UNIPAMPA).

Citas

BARBOSA, L; CAMPBELL, C. Cultura, Consumo e Identidade. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2006.

BRASIL. Lei n. 12.965, de 23 de abril 2014. Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. Brasília, DF: Presidência da República, 24 abr. 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm. Acesso em: 12 mar. 2026.

BRASIL. Lei n. 13.718, de 24 de setembro de 2018. Altera o Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para tipificar os crimes de importunação sexual e de divulgação de cena de estupro, tornar pública incondicionada a natureza da ação penal dos crimes contra a liberdade sexual e dos crimes sexuais contra vulnerável, estabelecer causas de aumento de pena para esses crimes e definir como causas de aumento de pena o estupro coletivo e o estupro corretivo; e revoga dispositivo do Decreto-Lei n. 3.688, de 3 de outubro de 1941 (Lei das Contravenções Penais). Brasília, DF: Presidência da República, 25 set. 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13718.htm. Acesso em: 13 mar. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Marco legal:

saúde, um direito de adolescentes. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2007. Disponível

em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/07_0400_M.pdf. Acesso

em: 1 ago. 2025.

BRASIL. Projeto de Lei n. 2630, de 2020. Lei das Fake News. Brasília, DF: Senado Federal, 2020. Disponível em: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/141944. Acesso em: 13 mar. 2026.

BOURNE, V. O grupo de 32 mil homens que compartilhavam na internet fotos das esposas. BBC News Brasil, 22 ago. 2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy08105rd0wo. Acesso em: 29 ago. 2025.

CASTRO, G. G. S. Comunicação e consumo nas dinâmicas culturais do mundo globalizado. PragMATIZES: Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura, Niterói, ano 4, n. 6, p. 58-71, mar. 2014. Disponível em: https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v0i6.10373. Acesso em: 21 ago. 2023.

CONNELL, R. Políticas da masculinidade. Educação & Realidade, Porto

Alegre, v. 20, n. 2, p. 185-206, 1995. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/

educacaoerealidade/article/view/71725/40671. Acesso em agosto de 2021.

COULDRY, N. Colonialismo de dados e Esvaziamento da vida social antes e pós pandemia de covid-19. In: HOMO DIGITALIS: A ESCALADA DA ALGORITIMIZAÇÃO DA VIDA, 1., 2022. Anais [...]. São Leopoldo: UNISINOS, 2022. Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br/images/ihu/2020/eventos/simposio_homo_digitalis/conferencias_pdf/Nick_Couldry.pdf. Acesso em: 2 abr. 2026.

CROQUER, G.; CATUCCI, A.; SOUZA, V. Brasil tem ao menos 4 processos por dia por registro e divulgação de imagens íntimas sem consentimento. G1, 5 fev. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2023/02/05/brasil-tem-ao-menos-4-processos-por-dia-por-registro-e-divulgacao-de-imagens-intimas-sem-consentimento.ghtml. Acesso em: 20 fev. 2023.

CURCINO, N. Grupo com mais de 30 mulheres aponta suspeito de publicar fotos íntimas delas em site pornográfico. GZH, 23 fev. 2023. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguranca/noticia/2023/02/grupo-com-mais-de-30-mulheres-aponta-suspeito-de-publicar-fotos-intimas-delas-em-site-pornografico-clehhoqek008q016mkmbewjck.html. Acesso em: 12 jun. 2025.

D'ABREU, L. C. F. Pornografia, desigualdade de gênero e agressão sexual contra mulheres. Psicologia & Sociedade, Belo Horizonte, v. 25, n. 3, p. 592-601, jun. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-71822013000300013. Acesso em: 11 mar. 2026.

DEMARTINI, F. Grupos do Facebook registraram 120 milhões de usuários brasileiros em agosto. Canaltech, 6 out. 2020. Disponível em: https://canaltech.com.br/redes-sociais/grupos-do-facebook-registraram-120-milhoes-de-usuarios-brasileiros-em-agosto/. Acesso em: 12 mar. 2025.

DOUGLAS, M.; ISHERWOOD, B. O mundo dos bens: para uma antropologia do consumo. Rio de Janeiro: EDUFRJ, 2004.

FAUSTINO, D.; LIPPOLD, W. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. Boitempo, 2023.

HINE, C. Ethnography for the internet: embedded, embodied e everyday. Londres: Bloomsbury Academic, 2015.

ILLOUZ, E. Redes românticas. In: ILLOUZ, E. (org.). O amor nos tempos do capitalismo. Rio de Janeiro, Zahar, 2011. p. 46-68.

KELLY, S. M. Discord vira alvo de preocupação para pais após relatos de violência e assédio. CNN Brasil, 22 mar. 2022. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/discord-vira-alvo-de-preocupacao-para-pais-apos-relatos-de-violencia-e-assedio/. Acesso em: 19 ago. 2023.

LAURETIS, T. A tecnologia do gênero. In: HOLLANDA, H. B. (org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. p. 206-242.

LEITE JÚNIOR, J. Das maravilhas e prodígios sexuais: a pornografia “bizarra” como entretenimento. São Paulo: Annablume, 2006.

LEITÃO, D. K.; GOMES, L. G. Etnografia em ambientes digitais: perambulações, acompanhamentos e imersões. Antropolítica, Niterói, n. 42, p. 41-65, maio 2017. Disponível em: https://doi.org/10.22409/antropolitica2017.1i42.a41884. Acesso em: 10 mar. 2026.

LEMOS, A. Dataficação da vida. Civitas, Porto Alegre, v. 21, n. 2, p. 193-202, ago. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.15448/1984-7289.2021.2.39638. Acesso em: 11 mar. 2026.

MACKINNON, C. A. Pornography, civil rights, and speech. Harvard Civil Rights-Civil Liberties Law Review, Cambridge, v. 20, p. 1, fev. 1985.

MILLER, D. Troços, trecos e coisas. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.

MILLER, D. et al. How the world changed social media. Londres: UCL Press, 2016.

MILLER, D. et al. The global smartphone: beyond a youth technology. Londres: UCL Press, 2021.

MINA, T. Brasil está no top 5 países com mais denúncia de abuso infantil na internet em 2024. Notícia Preta, 3 abr. 2025. Disponível em: https://noticiapreta.com.br/brasil-esta-no-top-5-paises-com-mais-denuncia-de-abuso-infantil-na-internet-em-2024/. Acesso em: 10 jun. 2025.

MONITOR MERCANTIL. Número de perfiz falsos no Face é maior que a população do Brasil. Monitor Mercantil, 13 out. 2021. Disponível em: https://monitormercantil.com.br/numero-de-perfis-falsos-no-face-e-maior-que-populacao-do-brasil/. Acesso em: 20 nov. 2022.

MONTARDO, S. P. Consumo digital e teoria de prática: uma abordagem possível. Revista FAMECOS, Porto Alegre, v. 23, n. 2, mar. 2016. Disponível em: https://doi.org/10.15448/1980-3729.2016.2.22203. Acesso em: 10 mar. 2026.

NATANSOHN, G.; FERREIRA, S. R. S. Digitalização de si. In: NATANSOHN, G. (org.). Ciberfeminismos 3.0. Covilhã: LABCOM, 2021. p. 17-30.

NOLETO, C. Discord: o que é, como funciona e como usar. 2022. Trybe,

2021. Disponível em https://blog.betrybe.com/ferramentas/discord-como-funciona/#

2. Acesso em: 12 mar. 2025.

PATEMAN, C. O contrato sexual. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.

PAZ, A. A.; SILVA, S. R. Quando a datificação tem gênero. Produção de violência contra meninas e mulheres na internet. Inmediaciones de la Comunicación, Montevidéu, v. 20, n. 1, p. 1-20, jun. 2025. Disponível em: https://doi.org/10.18861/ic.2025.20.1.3860. Acesso em: 12 mar. 2026.

POELL, T.; NIEBORG, D.; VAN DIJCK, J. Plataformização. Fronteiras, São Leopoldo, v. 22, n. 1, p. 2-10, abr. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.4013/fem.2020.221.01. Acesso em: 27 fev. 2026.

RUBIN, G. Políticas do sexo. São Paulo: Ubu, 2017.

SCOTT, J. Gender: a useful category of historical analyses: gender and the politics of history. Nova Iorque: Columbia University Press, 1989.

SEGATO, R. Contra-pedagogías de la crueldad. Buenos Aires: Prometeo, 2018.

SILVEIRA, S. A.; SOUZA, J.; CASSINO, J. F. Colonialismo de dados e modulação algorítmica: tecnopolítica, sujeição e guerra neoliberal. São Paulo: Autonomia Literária, 2021.

SOUZA, V. Golpe no Instagram usa fotos e nomes de usuários reais para criar perfil falso de conteúdo adulto e clonar cartões. G1, 16 fev. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2023/02/16/novo-golpe-do-instagram-copia-perfis-de-mulheres-para-vender-conteudo-adulto-dignidade-abalada.ghtml. Acesso em: 16 jun. 2025.

SPYER, J. Midias sociais no Brasil emergente. São Paulo: EDUSC, 2018.

VAN DIJCK, J.; POELL, T.; DE WALL, M. The platform society: public values in a connective world. Oxford: Oxford University Press, 2019.

WELZER-LANG, Daniel. A construção do masculino: dominação das mulheres e homofobia. Revista de Estudos Feministas, Florianópolis, v. 9, n. 2, p. 460-482, out. 2001. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2001000200008. Acesso em: 10 mar. 2026.

ZUBOFF, S. A era do capitalismo de vigilância. Londres: Routledge, 2019.

Publicado

2026-05-14

Cómo citar

Amaral Paz, A. (2026). Plataformización y violencia de género: el ecosistema de circulación de imágenes íntimas de mujeres en Brasil. Revista FAMECOS, 33(1), e48842. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2026.1.48842

Número

Sección

Cibercultura