Plataformización y violencia de género
el ecosistema de circulación de imágenes íntimas de mujeres en Brasil
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-3729.2026.1.48842Palabras clave:
Plataformización, Mujeres, Difusión de contenido sin consentimiento, Violencia de género;, ConsumoResumen
Este artículo analiza, a partir de un enfoque etnográfico para internet, la constitución de un ecosistema de circulación de imágenes íntimas de mujeres sin consentimiento. Mediado por redes ampliamente utilizadas, como Facebook, Instagram, Telegram, Discord y YouTube, este ecosistema opera mediante la articulación entre usuarios y plataformas que organizan prácticas de compartición, consumo y acumulación de datos. Se argumenta que tales dinámicas se estructuran en casas de hombres digitales, en las cuales contenidos íntimos son expropiados y convertidos en activos informacionales, generando formas de rentabilidad simbólica y material. Al evidenciar la complicidad estructural entre usuarios y plataformas, el artículo señala cómo estas prácticas reactivan y amplifican violencias históricas, al mismo tiempo que refuerza la urgencia de políticas públicas y de modelos regulatorios capaces de enfrentar la dimensión pública y global de la violencia de género contra niñas y mujeres en internet.
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