Narrativas y sentidos en disputa:
los imaginarios de las vacunas contra el Covid-19 en la red
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-3729.2025.1.47767Palabras clave:
Imaginario, Redes sociales, Narrativas, Covid-19, VacunaResumen
Este artículo investiga los patrones discursivos y los imaginarios en torno a las vacunas contra la Covid-19, a partir del análisis de conversaciones en la plataforma X (antes Twitter) durante el año 2020. La investigación combina dos enfoques metodológicos complementarios: el Análisis de Redes Sociales (ARS), orientado por un enfoque perspectivista, y el Análisis de Imaginarios Discursivos (AID), centrado en la identificación de estructuras simbólicas en las narrativas. Se analizaron cualitativamente 575 publicaciones recogidas en tres momentos clave de la pandemia, revelando 43 patrones narrativos recurrentes. Los resultados señalan que los discursos sobre la vacunación trascienden la dicotomía entre verdad y falsedad, operando mediante narrativas que movilizan afectos, arquetipos y símbolos. La vacuna fue representada simbólicamente como salvación, amenaza, deseo y renovación, entre otras, oscilando entre los regímenes diurno y nocturno del imaginario propuestos por Gilbert Durand. Se concluye que los discursos en red configuran ecosistemas simbólicos donde se disputan sentidos colectivos, influyendo en las percepciones sociales sobre el cuerpo, la ciencia y la autoridad en tiempos de crisis.
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