Mario Cravo Neto y la poesía de la mitología afro-brasileña
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-3729.2020.1.34080Palabras clave:
Fotografía Documental, Mario Cravo Neto, ExuResumen
Este artículo aborda la actuación de Mario Cravo Neto en el proceso tanto de transposición de las fronteras que insistían en separar el documental fotográfico de las artes visuales en Brasil como del cuestionamiento de los patrones históricamente instituidos sobre la llamada “fotografía documental”. Para ello, se analiza su libro Laróyè, en el que Cravo Neto, a partir de fotografías de personas, animales, colores, objetos y situaciones registradas en las calles de Salvador, Bahía, sugiere la presencia del orixá Exu. Al ampliar las posibilidades de producción y uso del documento fotográfico a partir de estrategias técnicas, estéticas y conceptuales que más se aproximan a aquellas adoptadas en proyectos de carácter artístico, rompe no con la documentación en sí, sino con sus modelos tradicionales basados en la idea de la fotografía como reproducción fiel de la realidad.
Descargas
Citas
BASTIDE, Roger. O candomblé na Bahia: rito nagô. 2. ed. São Paulo: Nacional, 1978.
CAMARGO, Denise Conceição Ferraz de. Imagética do candomblé: uma criação no espaço mítico-ritual. 2010. Tese (Doutorado em Artes) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2010.
CANONGIA, Ligia. Texto de abertura. In: CRAVO NETO, Mario. Na terra sob meus pés. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2003. p. 9-15.
CARNEIRO, Edison. Candomblés da Bahia. 5. ed. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1977.
CRAVO NETO, Mario. Bahia. Salvador: Raízes, 1980.
CRAVO NETO, Mario. Laróyè. Salvador: Áries, 2000.
DUBOIS, Phillipe. O ato fotográfico. Campinas: Papirus, 1994.
FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2001.
FONSECA, João José Saraiva da. Metodologia da pesquisa cientifica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Rio de Janeiro: Sinergia Relume Dumará, 2009.
FONTCUBERTA, Joan. El beso de Judas: Fotografia e Verdad. Barcelona Editorial Gustavo Gili, 2000.
HERKENHOFF, Paulo. A espessura da luz: fotografia brasileira contemporânea. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1994. (Confluência de Culturas, 46a Feira do Livro de Frankfurt).
KOSSOY, Boris. Realidades e Ficções na trama fotográfica. Cotia: Atelier Editorial, 2002.
LEFFINGWELL, Edward. Prefácio. In: CRAVO NETO, Mario. Laróyè. Salvador: Áries, 2000. Livro não paginado.
LE GOFF, Jacques. Documento/Monumento. In: LE GOFF, Jaques. História e memória. Tradução Bernardo Leitão et al. 4. ed. Campinas: UNICAMP, 1996. p. 535-549.
MACHADO, Arlindo. A ilusão espetacular: introdução à fotografia. São Paulo: Brasiliense/Funarte, 1984. (Coleção Primeiros Vôos).
MENDONÇA, Adriana Aparecida. Laróyè: Exu na obra de Mario Cravo Neto. 2008. Dissertação (Mestrado em Cultura Visual) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2008.
MOURA, Diógenes. Exu revelado. República, São Paulo, ano 4, n. 48, out. 2000.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
PRANDI, Reginaldo. Segredos guardados. Orixás na alma brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do trabalho científico. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.
SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia. Petrópolis: Vozes, 1986.
SODRÉ, Muniz. Samba: o dono do corpo. Rio de Janeiro: Codecri, 1979.
SODRÉ, Euriclésio Barreto. Laróyè: uma poética de Exu em Mario Cravo Neto. 2006. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Universidade da Bahia, 2006.
SOULAGES, François. Estética da fotografia: perda e permanência. São Paulo: Editora SENAC. São Paulo, 2010.
VERGER, Pierre. Orixás: deuses iorubas na África e no Novo Mundo. 6. ed. Salvador: Corrupio, 2002.
VERGER, Pierre. Nota sobre o culto aos orixás e voduns. São Paulo: EDUSP, 2012.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2020 Rafael Castanheira

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.




