A construção de coreo-polifonias heterotópicas nos jardins do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-3729.2026.1.48981Palavras-chave:
Comunicação, Dança, Sons, Cidade, PerfomancesResumo
Buscou-se repensar de que maneiras os corpos-festivos, que se movimentam ao som de diferentes gêneros musicais (que em geral são reproduzidos mecanicamente e associados a variados gêneros musicais) e que se inscrevem no cotidiano da cidade – construindo outras territorialidades e ambiências e outros imaginários urbanos –, vêm afetando por meio de interações a dinâmica do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Analisa-se neste artigo os resultados obtidos ao longo de uma cartografia sensível – que envolveu actantes (humanos e não humanos) na última década nos jardins desse equipamento cultural – que foi elaborada entre os anos de 2024 e 2025. Adotou-se como prática metodológica uma episteme corpográfica e arquipelágica (elaborada por meio de observações, conversas informais, entrevistas e derivas urbanas), procurando-se rastrear os actantes envolvidos em dinâmicas performáticas e/ou associativas, os quais vêm construindo nos últimos anos territorialidades sônico-musicais potentes que contribuem de maneira relevante para a ressignificação das experiências urbanas nessa localidade icônica da cidade.
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