Zanele Muholi e a decolonialidade fotográfica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-3729.2026.1.48877

Palavras-chave:

Decolonialidade, Fotografia, Diversidade Sexual, Zanele Muholi

Resumo

A proposta deste artigo acontece pela necessidade de refletir sobre a decolonialidade das imagens fotográficas produzidas por Zanele Muholi que integram a exposição Beleza Valente, realizada em 2025, no Instituto Moreira Salles (IMS), no primeiro semestre de 2025. A decolonialidade das fotografias de Muholi são caracterizadas a partir da decolonialidade comunicacional apresentada por Erick Torrico, ao apresentar que a comunicação é ex-cêntrica e alter/n/ativa, ou seja, fora de centros previsíveis e realizada a partir da alteridade. Como metodologia, o artigo se baseia no método de igualdade desenvolvido por Jacques Rancière.

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Biografia do Autor

Muriel Emídio Pessoa do Amaral, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR, Brasil.

Professor colaborador do Departamento de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Pós-doutor em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Doutor e mestre em Comunicação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp/Bauru).

 

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Publicado

2026-02-12

Como Citar

Amaral, M. E. P. do. (2026). Zanele Muholi e a decolonialidade fotográfica. Revista FAMECOS, 33(1), e48877. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2026.1.48877

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