Ritos tecnomágicos:
excessos e alterações psicoculturais após o humanismo
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-3729.2025.1.47762Palavras-chave:
civilização das imagens, magia, cultura digital.Resumo
O paradigma da conexão, que marca nossa cultura, em todas as suas variações midiáticas e físicas, naturais e societais, poderia, portanto, remeter a uma forma renovada de participação mágica, graças à qual, após séculos de separação, os humanos estão redescobrindo sua profunda concordância, sua interdependência e até sua estreita dependência do que os cerca. Em meio à violência e à alienação, que lembram os feitiços, as maldições e os encantamentos das lendas populares atemporais, surgem práticas e imaginários tecnomágicos que, ao descentralizar o ser humano em relação ao sistema de objetos, às máquinas, às redes e à biosfera, prenunciam a nova carne que está por vir. Carne eletrônica: formas elementares do pós-humanismo.
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