Desprescrição de Antipsicóticos e Drogas-Z em um Ambulatório de Psiquiatria Geriátrica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/2357-9641.2025.1.48057

Palavras-chave:

desprescrição, antipsicóticos, idosos, drogas-Z, psiquiatria geriatrica

Resumo

O uso de antipsicóticos e drogas-Z em idosos levanta preocupações devido aos efeitos adversos associados, como agravamento cognitivo e risco de quedas. Este estudo avaliou a desprescrição desses medicamentos em um ambulatório de psiquiatria geriátrica. A amostra incluiu pacientes idosos em uso de psicotrópicos considerados inapropriados para essa faixa etária. A maioria dos participantes tinha cerca de 70 anos, com predominância do sexo feminino. A desprescrição foi realizada em mais da metade dos casos, influenciada por fatores clínicos individuais. A avaliação cognitiva demonstrou comprometimentos principalmente em atenção e orientação, reforçando a necessidade da retirada desses fármacos. Os antipsicóticos, especialmente os de primeira geração, apresentam efeitos adversos relevantes, como sedação e disfunções cognitivas. As drogas-Z também foram associadas à sedação excessiva, confusão e risco de dependência. Embora não tenha sido identificada uma melhora cognitiva direta após a retirada, a desprescrição é uma estratégia essencial para reduzir danos relacionados ao uso prolongado de psicotrópicos. O processo deve ser gradual e acompanhado de forma contínua, visando à segurança e à melhora funcional do paciente. O envolvimento da equipe multidisciplinar é fundamental para o sucesso da intervenção e para a adoção de alternativas terapêuticas não farmacológicas.

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Biografia do Autor

Tainara Ayres, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Especialista em Apoio Diagnóstico e Terapêutico, na modalidade de Residência Uniprofissional em Saúde, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Isabella Serafin Couto, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Médica psiquiatra, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil. Mestra em Gerontologia Biomédica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Isabela de Paula Bueno, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Graduanda em Biomedicina, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Alfredo Cataldo Neto, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Doutor em Medicina e Ciências da Saúde, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil. Professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Vanessa Sgnaolin, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Doutora em Gerontologia Biomédica, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil. Professora na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

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Publicado

2025-11-07

Como Citar

Ayres, T., Serafin Couto, I., de Paula Bueno, I., Cataldo Neto, A., & Sgnaolin, V. (2025). Desprescrição de Antipsicóticos e Drogas-Z em um Ambulatório de Psiquiatria Geriátrica. PAJAR - Pan-American Journal of Aging Research, 13(1), e48057. https://doi.org/10.15448/2357-9641.2025.1.48057

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