Desprescrição de Antipsicóticos e Drogas-Z em um Ambulatório de Psiquiatria Geriátrica
DOI:
https://doi.org/10.15448/2357-9641.2025.1.48057Palavras-chave:
desprescrição, antipsicóticos, idosos, drogas-Z, psiquiatria geriatricaResumo
O uso de antipsicóticos e drogas-Z em idosos levanta preocupações devido aos efeitos adversos associados, como agravamento cognitivo e risco de quedas. Este estudo avaliou a desprescrição desses medicamentos em um ambulatório de psiquiatria geriátrica. A amostra incluiu pacientes idosos em uso de psicotrópicos considerados inapropriados para essa faixa etária. A maioria dos participantes tinha cerca de 70 anos, com predominância do sexo feminino. A desprescrição foi realizada em mais da metade dos casos, influenciada por fatores clínicos individuais. A avaliação cognitiva demonstrou comprometimentos principalmente em atenção e orientação, reforçando a necessidade da retirada desses fármacos. Os antipsicóticos, especialmente os de primeira geração, apresentam efeitos adversos relevantes, como sedação e disfunções cognitivas. As drogas-Z também foram associadas à sedação excessiva, confusão e risco de dependência. Embora não tenha sido identificada uma melhora cognitiva direta após a retirada, a desprescrição é uma estratégia essencial para reduzir danos relacionados ao uso prolongado de psicotrópicos. O processo deve ser gradual e acompanhado de forma contínua, visando à segurança e à melhora funcional do paciente. O envolvimento da equipe multidisciplinar é fundamental para o sucesso da intervenção e para a adoção de alternativas terapêuticas não farmacológicas.
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