O paroxista diferente

  • Juremir Machado da Silva Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Jean Baudrillard, Comunicação, Mídia

Resumo

Jean Baudrillard morreu. Mais um paradoxo na sua existência. O grande pensador francês – certamente o maior dos últimos 50 anos na capacidade de aliar originalidade de idéias e exuberância de estilo – havia denunciado num livro desconcertante “a ilusão do fim” (A ilusão do fim ou a greve dos acontecimentos, 1992). A vida não tem fim, ele costumava dizer. Os homens é que teriam inventado (ou simulado) sentidos, finalidades e até mesmo a passagem do tempo como uma ruptura. Em “A transparência do mal” (1990), ele foi ainda mais longe: “Nada, (nem mesmo Deus) desaparece mais pelo fim ou pela morte, mas somente por proliferação, contaminação, saturação e transparência...” Se Baudrillard desaparecer certamente não será por banalização, mas por excesso de lucidez e de pertinência.

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Biografia do Autor

Juremir Machado da Silva, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Professor titular do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Referências

BAUDRILLARD, Jean. O anjo de estuque. Porto Alegre, Sulina, 2004.

_____. Power inferno. Porto Alegre, Sulina, 2003.

_____. Tela total. Porto Alegre, Sulina, 1999.

_____. Le paroxyste indifférent (entretiens avec Philippe Petit). Paris, Grasset, 1997.

_____. Le Crime parfait. Paris, Galilée, 1995.

_____. L’illusion de la fin. Paris, Galilée, 1992.

_____. La Transparence du mal: essai sur les phénomènes extrêmes. Paris, Galilée, 1990.

_____. La guerre du golf n’a pas eu lieu. Paris, Galilée, 1991.

_____. Simulacres et simulations. Paris, Galilée, 1981.

_____. Oublier Foucault. Paris, Galilée, 1977.

Publicado
2008-04-14
Como Citar
Silva, J. M. da. (2008). O paroxista diferente. Revista FAMECOS, 14(32), 8-10. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2007.32.3407
Seção
Homenagem a Baudrillard