Educando para viver sem riscos

  • Karla Saraiva Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)
Palavras-chave: Risco, Currículo, Biopolítica.

Resumo

Desde a Modernidade, o risco vem sendo um componente de crescente importância na organização social. O objetivo deste artigo é mostrar que a Educação Básica no Brasil vem sendo convocada a participar na produção de sujeitos voltados para a gestão individual de riscos, de acordo com a racionalidade atual. Para isso, o artigo mostra que o modo de gerir o risco por meio de mecanismos coletivos, coordenados pelo Estado, que surge no século XIX e avança até finais do século XX, vem sendo gradativamente substituído por um entendimento de que cada um deva tornar-se responsável por lidar com seus riscos de modo individual. A partir dessas teorizações, e tomando como material empírico artigos acadêmicos publicados no Brasil, o artigo mostra que hoje vêm sendo propostas diversas novas temáticas para os currículos que têm em comum o fato de estarem, na maioria das vezes, ligadas de algum modo à noção de risco. As análises desenvolvidas desdobram-se em três eixos – saúde, renda e coletividade – e permitem compreender a existência de uma confluência de fatores para configurar as escolas em produtoras de sujeitos prudentes, conhecedores dos vários riscos a que estão expostos e capazes de agirem para minimizá-los.

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Biografia do Autor

Karla Saraiva, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)
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Publicado
2013-06-27
Como Citar
Saraiva, K. (2013). Educando para viver sem riscos. Educação, 36(2), 168-179. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/12894
Seção
Dossiê - Biopolítica, governamentalidade e educação