Educação e trabalho

A formação escolar e as rupturas nas teorias pedagógicas

Palavras-chave: Educação, Trabalho, Formação escolar, Ensino de Engenharia, Competência técnica

Resumo

Consta-se que, na formação escolar, as relações entre educação e trabalho encontram-se, basicamente, estabelecidas na noção de causalidade. O objetivo neste artigo é analisar a contradição do processo formativo que limita o sujeito como instrumento na competência técnica. A pergunta central deste estudo é: teríamos a possibilidade de outras formas de relações entre educação e trabalho que possam resultar no estado de crítica no saber fazer? O método utilizado tem como proposição investigativa o campo da teoria crítica na análise do questionário aplicado aos alunos do curso de Engenharia. Conclui-se que, ao se pensar o processo de “(de)formação” profissional do engenheiro, dever-se-ia encontrar elementos que possam romper com a concepção da competência técnica e neutra.

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Biografia do Autor

Rogério Rodrigues, Universidade Federal de Itajubá, Itajubá, MG, Brasil.

Professor Titular da Universidade Federal de Itajubá (UNFEI). Fez graduação em Educação Física (UNESP), Mestre e Doutor em Educação (UNICAMP) e Pós-Doutor em Filosofia da Educação (USP). Atualmente, encontra-se vinculado como docente nos cursos de licenciatura e como pesquisador efetivo do programa de Mestrado em Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade, em que atua com o tema de pesquisa relacionado com a formação do sujeito nas interfaces com a cultura. Autor de artigos e ensaios relacionados ao campo educacional.

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Publicado
2021-07-23
Como Citar
Rodrigues, R. (2021). Educação e trabalho: A formação escolar e as rupturas nas teorias pedagógicas. Educação Por Escrito, 12(1), e35526. https://doi.org/10.15448/2179-8435.2021.1.35526