A poética do mar

Metáfora de entrelugar na Literatura Africana

Palavras-chave: Mar, Poesia, Literatura Africana

Resumo

Este artigo pretende dialogar com a poesia africana expressa em língua portuguesa, tendo o mar como metáfora de entrelugar. E, para isso, partilhamos nossas experiências de leitores de poesia, cujo objeto versará sobre o texto como pretexto de lugar – quer seja de chegada, de partida, ou mesmo de lugar nenhum: “Este convite a toda a hora/ que o Mar nos faz para a evasão!/ Este desespero de querer partir/ e ter que ficar!”(BARBOSA, 1975, p.22), desenhando o Mar como pátria imaginária. O velejar terá, quase sempre, o desfraldar de alguns excertos das poesias que adernam, aderem, ou tangenciam o mar como poética que seja reveladora da “mesmíssima angústia [...] perto ou à distância” do sentimento do homem de África.

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Biografia do Autor

Edimilson Moreira Rodrigues, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luís, MA, Brasil.

Doutor em Estudos da Literatura pela Universidade Federal do Fluminense (UFF), Niterói, RJ, Brasil; professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Bernardo, MA, Brasil.

Paulo Henrique Carvalho dos Santos, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luís, MA, Brasil.

Graduado em Linguagens e Códigos – Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Bernardo, MA, Brasil.

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Publicado
2020-12-31
Como Citar
Moreira Rodrigues, E., & Carvalho dos Santos, P. H. (2020). A poética do mar: Metáfora de entrelugar na Literatura Africana. Navegações, 13(2), e37167. https://doi.org/10.15448/1983-4276.2020.2.37167
Seção
Artigos