Poemas “inventados por um programa que nunca existiu”

Palavras-chave: Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa, Escrita infantil, Poesia

Resumo

Os dezassete volumes do Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa, do Instituto Piaget, publicados desde 1990 até 2014, incluem um milhar de textos de crianças com idades compreendidas entre os dois e os seis anos. Neste artigo, darei nota da minha leitura desta produção poética, ilustrando a com meia centena daqueles textos. Viso compreender a expressão poética da infância, tomando como referência os principais temas expostos (que contemplam vivências, sensorialidades, sentimentos, ideações), bem como os tópicos literários para que apontam os textos. Atentarei, ainda, no modo como o eu poético é revelado. No decorrer da minha análise, realço elementos de natureza estética e a inventividade que caracteriza a poesia infantil.

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Biografia do Autor

Violante F. Magalhães, Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa (ULisboa), Lisboa, Portugal.

Doutora em Estudos Literários pela Universidade de Lisboa (ULisboa), em Lisboa, Portugal; professora na Escola Superior de Educação João de Deus, em Lisboa, Portugal.

Referências

ANDRADE, Eugénio de. Poética. In: Poemas de Eugénio de Andrade. O homem, a terra, a palavra. Apres. crítica, sel. notas e sugestões para análise literária de Paula Morão). Lisboa: Seara Nova; Editorial Comunicação, 1981.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. Eu moro na minha mãe. Lisboa: Instituto Piaget, 1990. v. I.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. Trouxe-te um beijo no bolso. Lisboa: Instituto Piaget, 1990. v. II.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. Se eu fosse lua fazia uma noite. Lisboa: Instituto Piaget, 1990. v. III.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. O sonho vem pela cabeça. Lisboa: Instituto Piaget, 1992. v. IV, V.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. Sou um corpo para dois de mim. Lisboa: Instituto Piaget, 1993. v. VI

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. O livro é uma história com boca. Lisboa: Instituto Piaget, 1996. v. VII, VIII.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. A poesia é feita aos molhinhos ou em verso. Lisboa: Instituto Piaget, 2000. v. IX.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. Silêncio é o barulho baixinho. Lisboa: Instituto Piaget, 2000. v. X, XI.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. Um livro é… uma árvore de histórias. Lisboa: Instituto Piaget, 2003. v. XII.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. A minha vida é uma memória. Lisboa: Instituto Piaget, 2008. v. XIII.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. A casa do sol é a cor azul. Lisboa: Instituto Piaget, 2008. v. XIV.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. Amo de ti. Lisboa: Instituto Piaget, 2010. v. XV.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. Rimar é remar. Lisboa: Instituto Piaget, 2010. v. XVI.

CANCIONEIRO INFANTO-JUVENIL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA. As pessoas são sementes que crescem e não precisam de vento para mexerem. Lisboa: Instituto Piaget, 2014. v. XVII.

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Publicado
2021-08-18
Como Citar
Magalhães, V. F. (2021). Poemas “inventados por um programa que nunca existiu”. Navegações, 14(1), e36708. https://doi.org/10.15448/1983-4276.2021.1.36708
Seção
Ensaios