O «Referente Chileno» no Processo Revolucionário Português de 1974-1975

Dimensões Políticas e Culturais

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.48954

Palabras clave:

Revolución Portuguesa., Chile, arte, ideología, imaginario, solidaridad

Resumen

No dealbar do processo revolucionário português, em meados de 1974, é estabelecido um vínculo imediato com a trajectória política recente do Chile. Um conjunto de semelhanças e contrastes convidavam ao estabelecimento de paralelos: dois golpes protagonizados pela classe militar, separados por escassos meses de distância (Setembro de 1973 no Chile, Abril de 1974 em Portugal), o primeiro encerrando uma experiência socializante ao passo que o segundo abriu caminho para uma experiência revolucionária. Estabelece-se a partir de então no contexto revolucionário português uma relação multilateral com o Chile, um entrelaçar que ganhará contornos políticos, diplomáticos, culturais e ideológicos. Através de episódios que consubstanciaram o estreitar ao universo chileno, este artigo compõe um percurso pelo biénio de 1974-1975, mostrando como o «referente chileno» influi de forma determinante na cultura revolucionária portuguesa, com foco particular nos intercâmbios políticos e culturais que tiveram palco no período.

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Biografía del autor/a

Rita Lucas Narra, Instituto de História Contemporânea, Lisbon, Portugal.

Doutorando no Instituto de História Contemporânea, Lisboa, Portugal. A sua investigação centra-se na formação da ideia de Terceiro Mundo e na sua percepção em Portugal durante a segunda metade do século XX.

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Publicado

2026-06-30

Cómo citar

Lucas Narra, R. (2026). O «Referente Chileno» no Processo Revolucionário Português de 1974-1975: Dimensões Políticas e Culturais . Estudos Ibero-Americanos, 52(1), e48954. https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.48954

Número

Sección

Dossier: Arte y Revolución: ¿De qué color son los claveles rojos de abril?