Entre a Resistência e o Silenciamento
o 25 de Abril, os opositores ao Estado Novo e as batalhas pela memória
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.47964Palavras-chave:
Revolução de 25 de Abril, Resistência antifascista, Memória(s), Arte, Paisagem memorialResumo
Este artigo analisa a construção e disputa da(s) memória(s) em torno do 25 de Abril e dos opositores ao Estado Novo em Portugal, com especial atenção ao papel desempenhado por políticas públicas, iniciativas locais, expressões artísticas e acções da sociedade civil nas últimas décadas. Argumenta-se que a arte – através de intervenções no espaço público, performances, exposições, cinema e práticas visuais – constitui um meio privilegiado de reinscrição da memória histórica, actuando simultaneamente como forma de resistência, crítica e reimaginação do passado. Explora-se a forma como a memória da Revolução e da resistência à ditadura é continuamente (re)negociada, sobretudo no contexto das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. O texto destaca os desafios colocados pela distância geracional, a polarização ideológica e os riscos de banalização ou instrumentalização da memória. Através da análise de dispositivos memoriais – como museus, monumentos e obras artísticas – defende-se a necessidade de uma paisagem memorial crítica, descentralizada e participativa, que envolva activamente a criação artística como ferramenta essencial na preservação dos valores democráticos e da cidadania activa.
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