Entre a Resistência e o Silenciamento

o 25 de Abril, os opositores ao Estado Novo e as batalhas pela memória

Autores

  • Carla Patrícia Silva Ribeiro Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM), Universidade do Porto e Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico do Porto, Porto, Portugal. https://orcid.org/0000-0002-4068-3403

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.47964

Palavras-chave:

Revolução de 25 de Abril, Resistência antifascista, Memória(s), Arte, Paisagem memorial

Resumo

Este artigo analisa a construção e disputa da(s) memória(s) em torno do 25 de Abril e dos opositores ao Estado Novo em Portugal, com especial atenção ao papel desempenhado por políticas públicas, iniciativas locais, expressões artísticas e acções da sociedade civil nas últimas décadas. Argumenta-se que a arte – através de intervenções no espaço público, performances, exposições, cinema e práticas visuais – constitui um meio privilegiado de reinscrição da memória histórica, actuando simultaneamente como forma de resistência, crítica e reimaginação do passado. Explora-se a forma como a memória da Revolução e da resistência à ditadura é continuamente (re)negociada, sobretudo no contexto das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. O texto destaca os desafios colocados pela distância geracional, a polarização ideológica e os riscos de banalização ou instrumentalização da memória. Através da análise de dispositivos memoriais – como museus, monumentos e obras artísticas – defende-se a necessidade de uma paisagem memorial crítica, descentralizada e participativa, que envolva activamente a criação artística como ferramenta essencial na preservação dos valores democráticos e da cidadania activa.

 

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Biografia do Autor

Carla Patrícia Silva Ribeiro, Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM), Universidade do Porto e Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico do Porto, Porto, Portugal.

Doutora em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com a tese Imagens e representações de Portugal. António Ferro e a elaboração identitária da Nação. Pós-doutorada pela mesma instituição, com o trabalho SNI e SEIT (1944-1974): a história de uma instituição do Estado Novo. Investigadora do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, Universidade do Porto. Professora-Adjunta na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto. Principais áreas de investigação: História cultural contemporânea, com enfoque nas políticas e organizações culturais de regimes autoritários/totalitários, cinema e turismo portugueses durante o Estado Novo, estudos de folclore português nos séculos XIX e XX, em articulação com questões de identidade nacional.

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Publicado

2026-05-18

Como Citar

Silva Ribeiro, C. P. (2026). Entre a Resistência e o Silenciamento: o 25 de Abril, os opositores ao Estado Novo e as batalhas pela memória. Estudos Ibero-Americanos, 52(1), e47964. https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.47964

Edição

Seção

Arte e Revolução: De que Cor são os Cravos Vermelhos de Abril?