Por uma História Engajada e Digital nos CAPS
2001-2022
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-864X.2026.1.46633Palavras-chave:
Engaged History, History of Health, Ceará, recordsResumo
Este artigo parte de dois desafios, aqui entrelaçados e tratados de forma concomitante. O primeiro diz respeito ao campo da História da Loucura e Saúde Mental no Brasil, sob a expectativa de um trabalho implicado de forma ética com os princípios da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial. O segundo desafio sinaliza a importância de endossar práticas historiográficas concernentes ao âmbito da História Aplicada ou Engajada e da História Digital. O objetivo é ampliar nossas percepções sobre as possibilidades do trabalho do historiador(a) e, principalmente, contribuir com a sociedade em que vivemos. Para tanto, o trabalho foi desenvolvido em parceria com movimentos sociais envoltos na Luta Antimanicomial, a partir de um contexto de pesquisa e extensão universitária, mediante a identificação e o enfrentamento de demandas de comunidades externas à universidade: profissionais, usuários e familiares de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial IV (CAPS IV), na cidade de Fortaleza (CE). O desafio que se interpôs, portanto, foi o de construir interpretações e análises sobre o tempo pretérito (a partir de prontuários produzidos entre 2001 e 2022), mas com prospecções para os tempos presente e futuro. Pensar formas de História propositiva, engajada e aplicada, comprometida, portanto,
com a mudança social.
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