Dossiê: Sintaxe e Ensino
Organizadores:
• Dr. João Costa, Professor Catedrático de Linguística na Universidade NOVA de Lisboa, Diretor da Agência Europeia para as Necessidades Especiais e a Educação Inclusiva, residente do Grupo Consultivo do Fórum Global da OCDE “Future of Education and Skills 2040”, Presidente do Comitê de Política de Educação da OCDE
• Dr. Juanito Ornelas de Avelar, Professor do Departamento de Linguística e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Estadual de Campinas
• Dr. Gian Franco Moretto, Professor Colaborador e Visitante em Estágio Pós-Doutoral na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Visitante em Estágio Pós-Doutoral na Universidade de Oxford, Bolsista PIPD-CAPES
Chamada
A análise sintática figura entre os conteúdos que tradicionalmente integram as disciplinas voltadas ao ensino de língua materna e estrangeira em diferentes propostas curriculares. A esse respeito, podemos considerar pelo menos duas visões sobre qual deve ser o lugar da sintaxe no contexto escolar.
Uma delas está relacionada à ideia de que a sintaxe é um componente gramatical que colabora para promover efeitos de sentido na composição de um texto, ao lado de outros componentes gramaticais e não gramaticais. Sob essa ótica, a análise sintática seria uma prática que se atrela ao trabalho com o texto, visto como o objeto central na sala de aula. A segunda visão é aquela em que a gramática se apresenta como um campo independente, cujo objetivo é levar o aluno a desenvolver reflexões sobre estruturas linguísticas a partir de diferentes procedimentos de análise (classificação, formulação de hipóteses etc.). Nesse quadro, a análise sintática consiste em um instrumento de promoção da consciência linguística.
Podemos considerar, ainda, uma terceira visão, que explora as outras duas, para caracterizar a análise sintática como uma ferramenta que possibilite aos alunos refletir sobre o seu conhecimento linguístico internalizado e, a partir daí, desenvolver habilidades que são relevantes em práticas de leitura, escrita e oralidade, indicando ser produtivo, no ambiente escolar, abrir espaço tanto à descrição e análise de construções sintáticas quanto ao reconhecimento e aplicação de recursos gramaticais na recepção e elaboração de textos.
Considerando essas e outras visões possíveis, encorajamos a submissão de artigos preferencialmente relacionados, mas não necessariamente restritos, aos seguintes tópicos:
- Ensino-aprendizagem de sintaxe em propostas curriculares, como a Base Nacional Comum Curricular (Ministério da Educação, Brasil, 2017), o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e as Aprendizagens Essenciais de Português (Ministério da Educação, Portugal, 2017) e o Guião para a Implementação do Programa de Português do Ensino Básico (Ministério da Educação, Portugal, 2011)
- A sintaxe em articulação com práticas de produção e recepção textual
- Sintaxe experimental e ensino de língua
- Aquisição de L1/L2 e ensino de sintaxe
- Complexidade sintática no ensino de língua materna e estrangeira
- Metalinguagem e nomenclaturas gramaticais na análise sintática
- Variação e mudança gramatical no ensino de sintaxe
- Contato linguístico e ensino de sintaxe em contextos multilíngues
- Ensino de sintaxe na interface com outros níveis de análise (fonologia, morfologia, semântica, pragmática etc.)
- TICs no ensino de sintaxe
- Educação inclusiva, ensino de sintaxe e aprendizagem da língua
Nota dos editores: devido ao alto fluxo de trabalhos recebidos, serão publicados até 15 artigos do referido dossiê.
Prazo limite para submissão de originais: 15 de junho de 2026.




