A potência estética e artística da literatura no movimento de decolonização
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-7726.2025.1.47278Palavras-chave:
Decolonialidade, Decolonização da língua, Torto aradoResumo
Tendo em vista a potência da escritura literária por seu modo de construção da e com a língua, este estudo discute a narrativa literária contemporânea como movimento de insurgência ante a ordem de dominação da matriz colonial de poder, considerando os processos de colonialidade que atravessam, especialmente, os povos latino-americanos. O entendimento de que as relações de poder se estabelecem, ao longo de toda a humanidade, pelo uso da língua instiga a pensar sobre o papel dela, da língua, na modificação da estrutura discriminatória, excludente e de colonialidade que se estabelece até hoje, nos mais diferentes espaços sociais. Tendo em vista o conceito de língua proposto por Barthes (2013), e discussões sobre processos de colonialidade e a construção de identidade latino-americana, a partir de Zea (1976) e Arias (2010), procura-se estabelecer um diálogo com o romance Torto arado (Vieira Júnior, 2019), evidenciando como a literatura pode ser um viés de decolonização, pela natureza artística e estética do texto literário, oportunidade em que a língua é destituída de discursos totalizantes.
Downloads
Referências
ALVES, Márcio Miranda; PELINSER, André Tessaro (2024). Torto arado e a experiência do espaço periférico expandido. Todas as Letras – Revista de Língua e Literatura, São Paulo, v. 26, n. 1, p. 1-15, jan./abr.
ARIAS, Patricio Guerrero (2010). Corozonar: uma antropologia comprometida com a vida. Quito-Equador: Universidad Salesiana.
BARTHES, Roland (2013). Aula: aula inaugural da cadeira de semiologia literária do Colégio de França, pronunciada dia 7 de janeiro de 1977. Tradução: Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Cultrix.
BARTHES, R. S/Z (1999). Tradução Maria de S. Cruz e Ana M. Leite. Lisboa: Edições 70.
BARTHES, Roland (1984). A câmara clara. Nota sobre fotografia. Tradução de Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
CHAGAS, Silvânia Núbia (2023). Torto arado ou torto encanto: o jarê contando história. Estudos De Literatura Brasileira Contemporânea, nº 66. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2316-40186605. Acesso em 20/05/2024.
FAGUNDES, Daiane (2024). Literatura como objeto estético e artístico: uma imersão ao mar profundo e fervilhante das palavras. 96 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, 2023, p. 52
NEITZEL, Adair de Aguiar; RAMOS, Flávia Brocchetto (2022). A leitura do literário como experiência artística e estética. Estéticas dissidentes e educação, São Paulo: Pimenta Cultural. Disponível em: https://www.pimentacultural.com/livro/esteticas-dissidentes. Acesso em: 18/10/2023.
PIVETTA DE OLIVEIRA, Rejane, & LUIZA CAIMI, Cláudia (2023). Imaginário afro-ameríndio e utopia política em Torto arado. Estudos De Literatura Brasileira Contemporânea, nº 67. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/estudos/article/view/47361. Acesso em 20/05/2024.
RAMOS, Flávia Brocchetto (2015). Por que literatura? In. RAMOS, Flávia Brocchetto; PANOZZO, Neiva. Mergulhos de leitura: a compreensão leitora da literatura infantil. Caxias do Sul: EDUCS. Disponível em https://www.ucs.br/site/midia/arquivos/mergulhos_ebook.pdf Acesso em: 21/10/2023
VIEIRA JÚNIOR, Itamar (2019). Torto arado. São Paulo: Todavia.
ZEA, Leopoldo (1976). El pensamento latino-americano. Barcelona: Ariel.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Karina Feltes Alves, Flávia Brocchetto Ramos, Adair de Aguiar

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.




