Narrativa (auto)biográfica e as contribuições para o processo de emancipação e formação docente
reflexões com base em relato de experiência
DOI:
https://doi.org/10.15448/1981-2582.2025.1.46906Palavras-chave:
Narrativas (auto) biográficas, Relato de experiências, Processo de emancipação, Formação docenteResumo
Ao tratar das possibilidades que as narrativas oferecem no âmbito da formação de professores, objetiva-se refletir como o relato de experiência, à luz dos pressupostos teórico-metodológicos das narrativas (auto)biográficas em educação, contribui para a promoção da emancipação e da formação continuada de uma professora da educação básica. Este artigo é resultado de uma pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa narrativa (auto)biográfica, cujo contexto de investigação foi um curso de extensão universitária, em que participaram professores da educação básica e que promoveu a produção de relatos de experiência. Na conclusão, foram apontadas as possibilidades das narrativas para a formação de professores, que ratifica o seu caráter emancipatório e formativo.
Downloads
Referências
Abrahão, M. H. M. B. (2016). Intencionalidade, reflexividade, experiência e identidade em pesquisa (auto)biográfica: Dimensões epistemo-empíricas em narrativas de formação. In I. F. S. Bragança, M. H. M. B. Abrahão, & M. Ferreira (Eds.), Perspectivas epistêmico-metodológicas da pesquisa (auto)biográfica (pp. 29–50). CRV.
Alves, N. (2003). Sobre movimentos das pesquisas nos/dos/com os cotidianos. Revista Teias, 4(7), 1–8. https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistateias/article/view/23967
Barbosa, T. M. N., & Passeggi, M. C. (2006). Escritura feminina e mulher escrita: Interfaces da formação autobiográfica docente. Educação em Questão, 25(11), 80–101. https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/8288
Benjamin, W. (2012). Magia e técnica, arte e política. Brasiliense.
Certeau, M. (2012). A invenção do cotidiano: Artes de fazer. Vozes.
Cunha, M. I. D. (2010). Narrativas e formação de professores: Uma abordagem emancipatória. In E. C. D. Souza, & R. D. C. Gallego (Eds.), Espaços, tempos e gerações: Perspectivas (auto)biográficas (pp. 199–214). Cultura Acadêmica.
Delory-Momberger, C. (2012). Abordagens metodológicas na pesquisa biográfica. Revista Brasileira de Educação, 17(51), 523–536. https://doi.org/10.1590/S1413-24782012000300002
Delory-Momberger, C. (2008). Biografia e educação: Figuras do indivíduo projeto. Paulus.
Dominicé, P. (2012). A epistemologia da formação ou como pensar a formação. In R. S. Macedo, Á. Pimentel, L. R. D. Reis, & O. B. Azevedo (Eds.), Currículo e processos formativos: Experiências, saberes e culturas (pp. 19–38). EDUFBA.
Federici, S., & Valio, L. B. M. (2020). Na luta para mudar o mundo: Mulheres, reprodução e resistência na América Latina. Estudos Feministas, 28, e70010. https://doi.org/10.1590/1806-9584-2020v28n270010
Ferreira, M. D., & Guedes, A. O. (2020). Formação sem fôrma: A singularidade do processo de ser professor da Educação Infantil. Educação, 43(1), e29757. https://doi.org/10.15448/1981-2582.2020.1.29757
Garcia, C. M. (1999). Formação de professores: Para uma mudança educativa. Porto.
Goodson, I. (2019). Currículo, narrativa pessoal e futuro social. EDUNICAMP.
Josso, M. C. (2010). Experiências de vida e formação. Paulus.
Josso, M. C. (2020). Histórias de vida e formação: Suas funcionalidades em pesquisa, formação e práticas sociais. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, 5(13), 40–54. https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2020.v5.n13.p40-54
Kochhann, A. (2017). Formação de professores na extensão universitária: Uma análise das perspectivas e limites. Revista Teias, 18(51), 276–292. https://doi.org/10.12957/teias.2017.29206
Morais, J. S., & Bragança, I. F. S. (2022). Narrativas de professores/as iniciantes na constituição de si e suas possibilidades emancipatórias em uma pesquisaformação. Educação e Emancipação, 15(3) 227–253. https://doi.org/10.18764/2358-4319v15n3.2022.37
Morais, J. S., Nascimento, F. L. S. C., & Lima, M. D. F. (2020). As escritas de si e os efeitos mobilizadores da formação docente em narrativas (auto)biográficas. Colloquium Humanarum, 17, 232–247. https://journal.unoeste.br/index.php/ch/article/view/3722
Nóvoa, A. (1992). Vida de professores. Dom Quixote.
Nóvoa, A., & Finger, M. (2010). O método (auto) biográfico e a formação. Paulus.
Oliveira, I. B. (2012). O currículo como criação cotidiana. FAPERJ.
Passeggi, M. D. C. (2010) Narrar é humano! Autobiografar é um processo civilizatório. In M. D. C. Passeggi, & V. B. D. Silva (Eds.), Invenções de vidas, compreensão de itinerários e alternativas de formação (pp. 103–130). Cultura Acadêmica.
Pedroni, F. (2014). Chronos e Kairós: Determinações poéticas para o tempo vivido. Revista do Colóquio, 4(6), 245–254. https://periodicos.ufes.br/colartes/article/view/7724
Rancière, J. (2018). O mestre ignorante: Cinco lições sobre a emancipação intelectual. Autêntica.
Ricoeur, P. (2010). Tempo e narrativa: A intriga e a narrativa histórica. WMF Martins Fontes.
Rodrigues, R. P. P., & Cruz, G. B. (2021). Extensão universitária e a formação de professores no curso de pedagogia. Formação em Movimento, 3(5), 165–186. https://www.costalima.ufrrj.br/index.php/FORMOV/article/view/747
Saviani, D. (2010). O dilema produtividade-qualidade na Pós-Graduação. Nuances, 17(18), 32–49. https://doi.org/10.14572/nuances.v17i18.723
Souza, E. C. (2010). Acompanhar e formar, mediar e iniciar: Pesquisa (auto)biográfica e formação de formadores. In M. D. C. Passeggi, & V. Silva (Eds.), Invenções de vidas, compreensão de itinerários e alternativas de formação (pp. 157–179). Cultura Acadêmica.
Souza, E. C. (2011). Territórios das escritas do eu: Pensar a profissão – narrar a vida. Educação, 34(2), 213–220. https://revistaseletronicas.pucrs.br/faced/article/view/8707
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Marli de Lourdes Sousa Silva, Caio Corrêa Derossi, Josania Lima Portela Carvalhêdo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

