O esmaecimento da função docente e o direito de Aprendizagem na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
DOI:
https://doi.org/10.15448/1981-2582.2025.1.46861Palavras-chave:
Base Nacional Comum Curricular (BNCC), governamentalidade neoliberal, formação, habilidades, competênciasResumo
Com o objetivo de investigar quais regimes discursivos operam na configuração da função docente na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), desenvolve-se uma análise documental inscrita na perspectiva pós-estruturalista. O documento da BNCC compõe o corpus analítico e o estudo alinha-se às tradições teóricas advindas da chamada virada linguística. O argumento sustentado é de que há um processo de esvaziamento dos saberes escolares, decorrente da configuração de práticas mobilizadas por enunciados que remetem ao desenvolvimento de habilidades e competências que modulam o sujeito aprendiz. A partir da política normativa curricular brasileira, a formação está sustentada no direito de aprendizagem. Trata-se de um processo em que os regimes discursivos da governamentalidade neoliberal, que impactam na precarização das formas de vida, operam na (re)configuração da função docente. Conclui-se que tal precarização, que modula a atenuação das subjetividades docentes e que fomenta subjetividades discentes concorrenciais, produz, na educação, uma geografia política e social de exclusão de significativa parcela populacional.
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