Educação e o fenômeno corporeidade:
o ser-corpo-adolescente no século XXI
DOI:
https://doi.org/10.15448/1981-2582.2025.1.45459Palavras-chave:
Educação, Escola, Corpo, Fenômeno Corporeidade, adolescenteResumo
No espaço escolar, os adolescentes, desenvolvem e descrevem sua história de vida, sua individualidade e vivem a corporeidade, a qual possibilita a compreensão do ser-no-mundo. Nessa direção, importa apresentar reflexões e problematizações que permitam os adolescentes compartilharem seus saberes, conhecimentos, conceitos e concepções, dando voz e direito a se mostrarem como sujeitos únicos, e neste estudo, ressaltando o entendimento que têm de corpo. Posto isto, o objetivo deste artigo foi compreender a concepção de corpo dos adolescentes que estudam o Ensino Médio em uma instituição pública-federal na cidade de Santarém-Pa, e sua relação com o fenômeno corporeidade. Fundamentou-se teórica e metodologicamente nos pressupostos do fenômeno corporeidade e os dados foram analisados a partir da Elaboração e Análise de Unidades de Significado. Os resultados permitiram compreender os sentidos e significados divergentes e convergentes com o discurso da corporeidade, surgindo entre os adolescentes uma compreensão pautada no modelo cartesiano, em que o corpo é meramente um espetáculo estético, ideal de perfeição e beleza impostas pela aparência física, mas também apresentou convergência com a corporeidade, aproximando-se do sensível que há no ser humano, que aceita as transformações que ocorrem nesta fase da adolescência, compreendendo como período de transição, redescobrindo-se em cada momento vivido, como seres de possibilidades.
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