Comunidades terapéuticas y representaciones del problema
Un análisis postestructural de la política federal sobre drogas en Brasil (2011–2024)
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-7289.2026.1.49195Palabras clave:
Comunidades terapêuticas, Clínicas de rehabilitación, Política sobre drogas, Análisis postestructuralResumen
Este artículo analiza cómo la legislación federal brasileña produjo las comunidades terapéuticas como objeto gobernable entre 2011 y 2024. A partir del enfoque What’s the problem represented to be? (WPR), se examinan ocho actos normativos para reconstruir qué representación del uso, abuso o dependencia de alcohol y otras drogas hace posible a las comunidades terapéuticas como solución normativa. Los resultados muestran que la legislación estabiliza una forma específica de comunidad terapéutica: residencial, voluntaria, transitoria, orientada a la abstinencia, privada, sin fines de lucro, certificable y supervisable. Esta producción ocurre por capas: regulación sanitaria de la residencia, formalización de la acogida voluntaria, separación entre tratamiento, internación y acogida, centralidad de la abstinencia, certificación benéfica y no pertenencia al Sistema Único de Asistencia Social (Suas). Se concluye que las comunidades terapéuticas constituyen una institucionalidad residencial lateral: reconocidas por el Estado, sin incorporación plena al Sistema Único de Salud (SUS) o al Suas, y organizadoras de permanencia residencial voluntaria.
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