Mestizos, counter-mestizaje, and the role of racial verification committees in the context of affirmative action policies in Brazil

Authors

DOI:

https://doi.org/10.15448/1984-7289.2026.1.47702

Keywords:

Mestizaje, Counter-mestizaje, Racial Verification Committees, Brown

Abstract

Mestiçagem and miscegenation in Brazil are not merely about the mixing of individuals from different ethno-racial groups; they reflect theories of whitening and racial democracy. The claim for a name – whether as a category or self-identification – by Black, Indigenous, or Afro-Indigenous peoples can be understood as a counter-mestizaje movement that challenges white dominance over narratives of racial mixing. As the Brazilian census category pardo continues to encompass populations shaped by these encounters, its meaning and political use remain contested. This analysis examines discourses on Brazilian mestizo raciality through ethnic-racial studies, the actions of social movements, narratives in social media, and the work of racial verification committees in public selection processes.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

Gabriela Machado Bacelar Rodrigues, University of São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brazil.

PhD candidate in Social Anthropology at the University of São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brazil. Scholarship Student of the Afro-Latin American Research Institute at Harvard University, Boston, MA, USA. Master's degree in Anthropology from the Federal University of Bahia (UFBA), Salvador, Brazil.

References

Bartolomé, Miguel A. 2006. As etnogêneses: velhos atores e novos papéis no cenário cultural e político. Mana 12 (1): 39-68. https://doi.org/10.1590/S0104-93132006000100002. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-93132006000100002

Brasil de Fato RJ. 2019. Cresce parcela da população que se declara negra no Brasil, segundo IBGE. Brasil de Fato RJ, 28 de maio de 2019. https://tinyurl.com/brasildefato2019.

Carneiro, Sueli. 2016. Negros de pele clara. CEERT. https://tinyurl.com/ceertsueli.

Castro, Fábio F. de. 2013. A identidade denegada: discutindo as representações e a autorrepresentação dos caboclos na Amazônia. Revista de Antropologia 56 (2): 431-75. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2013.82538. DOI: https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2013.82538

Conrado, Mônica P., e Thiane de N. M. N. Barros. 2022. A categoria “afro-indígena” na Amazônia paraense: usos, confluências e ambivalências em debate acadêmico. Horizontes Antropológicos 28 (63): 227-46. https://doi.org/10.1590/s0104-71832022000200008. DOI: https://doi.org/10.1590/s0104-71832022000200008

Figueiredo, Ângela. 2005. Carta de uma ex-mulata à Judith Butler. Periódicus 1 (3): 152-69. https://doi.org/10.9771/peri.v1i3.14261. DOI: https://doi.org/10.9771/peri.v1i3.14261

Funes, Eurípedes A. 2012. Negro na Amazônia: recuperando sua história. Afro-Ásia (45): 195-200. https://doi.org/10.1590/S0002-05912012000100010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0002-05912012000100010

G1. 2021. Candidatos reprovados em avaliação racial protestam contra decisão da Unifap. G1 Amapá, 6 de outubro de 2021. https://tinyurl.com/z8mc47ux.

Gilroy, Paul. 2007. Identidade, pertencimento e a crítica da similitude pura. In Entre campos: nações, cultura e o fascínio da raça. Annablume.

Goldman, Marcio. 2015. “Quinhentos anos de contato”: por uma teoria etnográfica da (contra)mestiçagem. Mana 21 (3): 641-59. https://doi.org/10.1590/0104-93132015v21n3p641. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-93132015v21n3p641

Gomes, Nilma L. 2006. Sem perder a raiz: corpo e cabelo como símbolos da identidade negra. Autêntica.

Gonzalez, Lélia. 1988. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro (92-93): 69-82. https://negrasoulblog.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/04/a-categoria-polc3adtico-cultural-de-amefricanidade-lelia-gonzales1.pdf.

Guimarães, Antônio S. A. 2002. Classes, raças e democracia. Editora 34.

IBGE. 2022. Cor ou raça. IBGE Educa. https://tinyurl.com/educaibgegov.

Lehmann, David. 2017. A política do reconhecimento – teoria e prática. In Raça, racismo e genética, organizado por Maria G. Hita. Edufba.

MNU. 1988. 1978–1988: 10 anos de luta contra o racismo. Confraria do Livro.

Munanga, Kabengele. 1999. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Vozes.

Munanga, Kabengele. 2009. O negro recusa a assimilação. In Negritude: usos e sentidos. Autêntica.

Neves, Paulo S. da C. 2005. Luta antirracista: entre reconhecimento e redistribuição. Revista Brasileira de Ciências Sociais 20 (59): 81-96. https://doi.org/10.1590/S0102-69092005000300006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69092005000300006

Nogueira, Oracy. 2006. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem: sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil. Tempo Social 19 (1): 287-308. https://doi.org/10.1590/S0103-20702007000100015. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-20702007000100015

Oliveira, João P. de. 1997. Pardos, mestiços ou caboclos: os índios nos censos nacionais no Brasil (1872-1980). Horizontes Antropológicos 3 (6): 61-84. https://doi.org/10.1590/s0104-71831997000200004. DOI: https://doi.org/10.1590/s0104-71831997000200004

Oliveira, João P. de. 1998. Uma etnologia dos “índios misturados”? Situação colonial, territorialização e fluxos culturais. Mana 4 (1): 47-77. https://doi.org/10.1590/S0104-93131998000100003. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-93131998000100003

Pace, Richard. 2006. Abuso científico do termo “caboclo”? Dúvidas de representação e autoridade. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas 1 (3): 79-92. https://doi.org/10.1590/S1981-81222006000300004. DOI: https://doi.org/10.1590/S1981-81222006000300004

Ramos, Alberto G. 1995. Patologia social do “branco” brasileiro. In Introdução crítica à sociologia brasileira. UFRJ.

Rios, Roger R. 2018. Pretos e pardos nas ações afirmativas: desafios e respostas da autodeclaração e da heteroidentificação. In Heteroidentificação e cotas raciais: dúvidas, metodologias e procedimentos, organizado por Gleidson R. M. Dias e Paulo R. F. Tavares Junior. IFRS Campus Canoas.

Rodrigues, Gabriela M. B. 2021. (Contra)mestiçagem negra: pele clara, anticolorismo e comissões de heteroidentificação racial. Dissertação em Antropologia, Universidade Federal da Bahia. https://repositorio.ufba.br/handle/ri/34195.

Salles, Vicente. 1971. O negro no Pará sob o regime da escravidão. Fundação Getulio Vargas.

Sampaio, Patrícia M., org. 2011. O fim do silêncio: presença negra na Amazônia. Açaí.

Silva, Ana C. da. 2017. Retrospectiva de uma trajetória de ações afirmativas precursoras à Lei nº 10.639/03. Hetera.

Skidmore, Thomas E. 1976. Preto no branco: raça e nacionalidade no pensamento brasileiro. Paz e Terra.

Telles, Edward E. 2003. Racismo à brasileira: uma nova perspectiva sociológica. Relume Dumará.

Telles, Edward E. 2014. Pigmentocracies: ethnicity, race, and color in Latin America. University of North Carolina Press.

Verán, Jean-François. 2010. “Nação mestiça”: as políticas étnico-raciais vistas da periferia de Manaus. Revista de Estudos de Conflito e Controle Social 3 (9): 21-60. https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/7176.

Wade, Peter. 2018. Interações, relações e comparações afro-indígenas. In Estudos afro-latino-americanos: uma introdução, organizado por George R. Andrews e Alejandro de la Fuente. Harvard University.

Weschenfelder, Vanessa I. e Maria L. da Silva. 2018. A cor da mestiçagem: o pardo e a produção de subjetividades negras. Análise Social 53 (227): 308-30. https://doi.org/10.31447/AS00032573.2018227.03. DOI: https://doi.org/10.31447/AS00032573.2018227.03

Published

2026-01-22

How to Cite

Rodrigues, G. M. B. (2026). Mestizos, counter-mestizaje, and the role of racial verification committees in the context of affirmative action policies in Brazil. Civitas: Journal of Social Sciences, 26(1), e47702. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2026.1.47702

Issue

Section

Dossiê: As Ciências Sociais e o debate público sobre raça