O cinema brasileiro diante de um presente incendiário: o filme O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luís Sérgio Person, e o despertar das consciências durante o regime de exceção

Jaison Castro Silva

Resumo


O artigo analisa as diversas opiniões sobre o filme O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luís Sérgio Person, contidas na crítica cinematográfica da época da estreia do filme, que mobilizaram questões humanistas fundamentais, principalmente no que diz respeito à abordagem das violentas cenas de tortura, muitas vezes acusadas de sadismo, existentes naquela película. Em meio à discussão sobre a narrativa cinematográfica e às possibilidades de apagamento do cineasta frente à representação documental da verdade, despontava o debate sobre como as formas imagéticas de produção de sentido podem mobilizar sentimentos e/ou acionar consciências de maneira política. A abordagem histórica, a partir de referências como Walter Benjamin e Giorgio Agamben, insere-se na discussão sobre visualidade, investigando como, apesar de um quadro de referências comum, o período apresentava diferentes formas de acionar as imagens.


Palavras-chave


cinema brasileiro; narrativa cinematográfica; ditadura militar

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1980-864X.2017.1.24762

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