Justiça social e linguagem: A importância do pensamento de Fichte para a teoria crítica a partir dos anos 50
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-6746.2026.1.48552Palavras-chave:
Fichte , Teoría Critica, Virada LinguísticaResumo
A discussão sobre a justiça social possui o tema da linguagem como tópico importante para pensar a intersubjetividade. Tal afirmação é observada pela teoria crítica a partir da reabertura do Instituto de Pesquisa Social na Frankfurt de 1950, quando desaparece a pretensão de união entre pesquisa empírica e reflexão filosófica característica das décadas anteriores e emerge o interesse pela intersubjetividade da ação social. Essa nova direção é protagonizada por Habermans e pode ser entendida também como uma espécie de sintoma do que se entende por virada linguística em filosofia. A virada linguística inicia em meados de 1920, através da filosofia de Wittgenstein e retoma, em muito, o pensamento idealista alemão. O presente texto aborda como o pensamento de Fichte, especialmente em Da Capacidade Linguística e da Origem da Linguagem (1793), indispensável para o futuro acontecer da virada linguística em filosofia, apresenta-se também como de grande importância para a teoria crítica.
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