Jogando o jogo da identidade
inferencialismo e expressivismo na luta e resistência normativa
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-6746.2026.1.47751Palavras-chave:
identitarismo, anti-identitarismo, normatividade, inferencialismo, expressivismo.Resumo
Defenderemos, a partir do inferencialismo e expressivismo semânticos, que grupos socialmente minorizados não precisam renunciar ao conceito de identidade em sua resistência contra injustiças e violência sistêmica, mesmo que a identidade não encontre uma contrapartida ontológica na realidade. Nosso argumento seguirá a seguinte estrutura: primeiro (I), defenderemos a rejeição ao essencialismo proposta por vários autores anti-identitários. No entanto, qualificamos tal recusa às identidades como ‘teórica’, em oposição à necessidade da manutenção do conceito em função do seu nível pragmático e estratégico. Assim, (II) mostraremos as consequências que a abdicação do conceito de identidade pode desencadear na pragmática do campo político. O terceiro momento (III) será dedicado a mostrar que podemos desinflacionar identidades ontologicamente e ainda assim garantir o manejo pragmático do conceito de identidade adequado para enfrentar injustiças em seus próprios termos. Mostraremos no último momento (IV) como dissolver a ambivalência do conceito de identidade, a saber: assumindo a distinção semântica entre uma visão referencialista e uma visão inferencialista da identidade. Como consequência, devemos aprender a jogar o jogo da identidade sem cair nas armadilhas ontológicas do essencialismo. Podemos, pois, explicitar, resistir, disputar e mudar normativamente o significado do conceito de identidade a partir de suas articulações inferenciais.
Palavras-chave: Identitarismo; Anti-identitarismo, Normatividade, Inferencialismo, Expressivismo.
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