A respeito da melancolia, uma leitura do Da Tranquilidade da Alma de Sêneca

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1984-6746.2025.1.46252

Palavras-chave:

Sêneca, Alma, Melancolia

Resumo

A relação entre a ciência médica e a reflexão filosófica, na Antiguidade greco-romana, não apenas se caracterizava pela sua constituição como conhecimentos complementares, mas também como saberes simbióticos, ou seja, codependentes. Em contrapartida, não é possível se desvencilhar, no âmbito médico ou filosófico, da concepção atual, alicerçada em semânticas e domínios científicos específicos, do problema que une ambos os domínios do conhecimento humano. Portanto, um problema emerge com a noção contemporânea da melancolia, id est, sob qual ótica perscrutar as doenças que implicam o ser humano em sua compleição espiritual e metafísica para além do físico e do corpóreo. Nesse sentido, faz-se necessário o estudo do termo/conceito melancolia, que, à luz do Da tranquilidade da alma, de Sêneca, será discorrido neste artigo.

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Biografia do Autor

Ronaldo Amaral, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

Doutor Em Filosofia pela Universidade do Minho e em História Social pela Universidade Estadual Paulista. Professor Associado do curso de Filosofia, graduação e pós-graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

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Publicado

2025-12-05

Como Citar

Amaral, R. (2025). A respeito da melancolia, uma leitura do Da Tranquilidade da Alma de Sêneca. Veritas (Porto Alegre), 70(1), e46252. https://doi.org/10.15448/1984-6746.2025.1.46252

Edição

Seção

Ética e Filosofia Política