O problema dos universais em sua evolução histórica do século IX ao século XIII
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-6746.2026.1.47041Palavras-chave:
Filosofia Medieval, Universais, Realismo, Conceptualismo, NominalismoResumo
A querela dos universais ocupou boa parte dos estudos escolásticos, embora a filosofia medieval não se resumisse a isso, como nos mostra, neste ensaio, o filósofo tomista belga Maurice de Wulf. No fundo, não se trata apenas de dar uma resposta sobre se os universais existem objetivamente (realismo radical platônico) ou encarnado nas coisas, ou mesmo se ora o universal se apresenta como uma abstração ora como algo que se individualiza nos seres. O que está em jogo é a própria natureza do conhecimento, a sua condição de possibilidade, já que, mesmo para aqueles que defendem o caráter singular das coisas, é preciso explicar o “comum” que nos habita, ou seja, as semelhanças reais que permitem nos agrupar em torno de um conceito genérico. O problema permanece atual, pois, para lá das questões sociopolíticas da nossa época, a verdade é que guardamos traços comuns com nossos semelhantes. Então, a pergunta é: de onde vem este comum? Que respostas foram dadas para este problema no mundo cristão e que se tornaram tão importantes também para o nosso tempo é o que pretende mostrar o autor.
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Referências
Le problème des universaux dans son évolution historique du IXe au XIIIe siècle.” Archiv fur Geschichte der Philosophie, Band IX, Heft 4 (1896), pp. 427-444.
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